O clube teve R$617,5 mi até julho, mas acumulou déficit de R$156,4 mi. Ficou abaixo do previsto (superávit de R$21,9 mi), em parte por não vender os principais atletas.
O Palmeiras entrou no segundo semestre de 2026 com receita acumulada de R$ 617,5 milhões até o fim de julho, somando as receitas operacionais e financeiras, e registrou déficit de R$ 156,4 milhões no período, segundo o balanço financeiro do clube divulgado nesta semana.
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Os números ficaram abaixo do orçado para os primeiros sete meses do ano, quando o clube projetava superávit de R$ 21,9 milhões e receita acumulada de R$ 778,5 milhões. Parte do descolamento em relação ao planejamento foi atribuída à decisão de não negociar os principais atletas do elenco ao longo da temporada para priorizar o desempenho esportivo.
Houve, entretanto, mudança de rota nas últimas semanas: a venda de Allan ao Manchester City, por cerca de R$ 240 milhões, deve aliviar as contas no segundo semestre. A negociação será contabilizada a partir do balanço de agosto, assim como receitas originadas de outras operações menores realizadas no período.
Além de Allan, o clube formalizou transferências recentes: o goleiro Kaique foi vendido ao Sporting, de Portugal, por cerca de R$ 24 milhões; o zagueiro Naves foi negociado com o Necaxa, do México, por cerca de R$ 15 milhões, sendo R$ 10 milhões correspondentes ao clube; e o atacante Riquelme Fillipi foi transferido para o Inter Miami por cerca de 6 milhões de dólares.
Mesmo antes dessas vendas, o clube avaliava que assumia um risco calculado ao segurar atletas para avançar em competições e, com isso, ampliar receitas em outras frentes — premiações, bilheteria, programa de sócio-torcedor Avanti, bônus de patrocinadores e potenciais novos parceiros. Na leitura do clube, o déficit do primeiro semestre decorreu, além dessa estratégia, da pausa das competições pela Copa do Mundo, que comprometeu receitas de bilheteria.
Receita acumulada até julho de 2026
- Receita operacional líquida: R$ 494,4 milhões (R$ 772,3 milhões orçados)
- Direitos de transmissão: R$ 116,9 milhões
- Publicidade e patrocínio: R$ 126,8 milhões
- Arrecadação de jogos: R$ 26,9 milhões
- Sócio-torcedor Avanti: R$ 41,3 milhões
- Premiações: R$ 16,4 milhões
- Arrecadação social: R$ 41,1 milhões
- Licenciamento de marcas e franquias: R$ 19,1 milhões
- Rendas diversas: R$ 104,2 milhões (R$ 43,4 milhões em Arena/Nubank Parque; R$ 60,4 milhões do futebol profissional, incluindo vendas de atletas)
- Receitas financeiras: R$ 123 milhões
O clube registrou resultado superior ao orçado apenas em premiações: havia previsão de R$ 8 milhões e foram contabilizados R$ 16,4 milhões até o fim de julho. Com a classificação à semifinal da Copa do Brasil, as premiações chegaram a quase R$ 50 milhões no ano quando consideradas também as receitas do Campeonato Paulista e da Libertadores, ultrapassando metas previstas para mata-matas.
Resultado mês a mês do Palmeiras em 2026
- Janeiro: déficit de R$ 7,8 milhões
- Fevereiro: superávit de R$ 20 milhões
- Março: déficit de R$ 26,8 milhões
- Abril: déficit de R$ 21,2 milhões
- Maio: déficit de R$ 30 milhões
- Junho: déficit de R$ 58 milhões
- Julho: déficit de R$ 32,3 milhões
O balanço divulgado indica que as receitas ainda podem crescer no segundo semestre, especialmente se as transferências confirmadas e outros desdobramentos esportivos e comerciais ocorrerem conforme a projeção do clube. As entradas provenientes da venda de Allan e das demais negociações serão refletidas nos próximos demonstrativos financeiros, com impacto direto na fechar das contas do ano.


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