Rebaixada, a Ponte Preta encara seis jogos finais que vão influenciar contratações e a permanência de atletas no Moisés Lucarelli. Juventude, Novorizontino, Atlético-GO, Fortaleza, Criciúma e Goiás vêm pela frente.
A Ponte Preta foi rebaixada, mas sua temporada ainda não acabou: restam seis partidas para encerrar a participação na Série B e esses jogos podem determinar quem continuará no Moisés Lucarelli em 2027.
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Próximos adversários
- Juventude
- Novorizontino
- Atlético-GO
- Fortaleza
- Criciúma
- Goiás
A sequência impõe dificuldades: cinco desses adversários aparecem direta ou indiretamente envolvidos na luta pelas primeiras posições, enquanto outros ainda tentarão melhorar a colocação na reta final. Para a Ponte, o objetivo esportivo imediato será evitar novas marcas negativas e impedir que uma campanha historicamente ruim termine acompanhada de goleadas, recordes de derrotas e do pior aproveitamento já registrado por uma equipe na competição.
Gilson Kleina terá seis partidas para descobrir quais jogadores podem integrar a reconstrução. A avaliação vai além da qualidade técnica demonstrada em campo: custos, idade, situação contratual e disposição para disputar a Série C também serão considerados. Os atletas mais experientes precisarão mostrar capacidade para liderar um grupo que será submetido a pressão desde o início do Campeonato Paulista, enquanto os jovens terão a oportunidade de provar que podem deixar de ser soluções emergenciais e ocupar espaço permanente no elenco profissional.
A equipe já precisou escalar um time formado por jogadores da base durante a greve do elenco. Agora, sem a ameaça imediata de rebaixamento, a comissão técnica poderá oferecer minutos aos garotos dentro de um ambiente um pouco mais controlado, usando as partidas finais como laboratório para formar a base do plantel de 2027.
Os seis jogos também funcionarão como teste para o próprio treinador. Em sua sexta passagem pelo clube, o técnico chegou no ponto mais grave da crise, encontrou salários atrasados, debandada de jogadores e um time praticamente condenado. O contexto reduz a responsabilidade individual pelo rebaixamento, mas não elimina a avaliação sobre o trabalho: a diretoria precisará decidir se ele será o comandante da reconstrução ou se um novo projeto começará no Campeonato Paulista.
Além dos critérios técnicos, serão observados o comportamento da equipe, a evolução defensiva, o aproveitamento dos jovens e a resposta dos jogadores que ainda possuem vínculo. Para parte do elenco, as partidas representarão uma tentativa de permanência; para outros, servirão como vitrine antes da abertura do mercado para 2027. Jogadores que não estiverem nos planos poderão utilizar as últimas rodadas para atrair propostas, e aqueles com salários considerados altos precisarão justificar a manutenção em uma temporada de receitas menores.
A experiência recente faz soar um alerta: depois de conquistar a Série C em 2025, o clube não preservou a base campeã nem estruturou o elenco para a divisão superior e, um ano depois, regressou à terceira divisão com uma campanha ruim. Repetir um desmonte sem reposições adequadas poderia comprometer também o Paulista e transformar a Série C em nova luta por sobrevivência, em vez de tentativa de acesso. Por isso, as decisões sobre quem fica, quem sai e quais posições serão prioritárias não podem esperar.
Os pontos conquistados nas últimas rodadas não apagarão a temporada, mas podem oferecer sinais sobre a reconstrução: uma equipe mais organizada e comprometida ajudaria a reduzir o ambiente de terra arrasada e a reconstruir a relação com a torcida. As seis partidas não valem mais a permanência, mas podem decidir o treinador, a formação da base do elenco e o tamanho do desmonte que virá.

