A Caixa informou que levará ao Conselho a proposta de quitação da Neo Química Arena para análise. Com o fim do 1º turno, o Corinthians retomou negociações e está otimista.
O Corinthians deu mais um passo nas tratativas para quitar definitivamente a dívida da Neo Química Arena. A diretoria alvinegra foi notificada de que a Caixa Econômica Federal dará prosseguimento ao processo de quitação do estádio, assunto que já foi encaminhado para análise no Conselho de Administração da instituição financeira.
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Com o término do primeiro turno das eleições no país, as conversas voltaram a avançar no início desta semana, gerando otimismo na cúpula corintiana sobre um desfecho favorável da negociação. A proposta apresentada pelo Timão prevê que o banco estatal assuma os naming rights da Arena em troca da extinção do débito, atualmente estimado em R$ 630 milhões.
Além da negociação sobre os naming rights, o clube aguarda a formalização por parte da Caixa referente à suspensão temporária dos pagamentos até a assinatura definitiva do acordo, bem como a devolução de R$ 27 milhões que estavam depositados em uma conta reserva vinculada ao processo de quitação.
Na última semana, respaldada por um aval prévio nos bastidores, a diretoria deixou de efetuar o pagamento da terceira parcela trimestral do ano, estipulada em cerca de R$ 28 milhões. A interrupção do desembolso foi parte da estratégia do clube enquanto as tratativas com o banco avançavam.
Na avaliação dos dirigentes do Parque São Jorge, a exploração do nome do estádio atinge hoje um valor de mercado próximo a R$ 70 milhões por temporada — valor substancialmente superior aos R$ 15 milhões anuais (corrigidos pela inflação) pagos pela Hypera desde o contrato firmado em 2020. Essa diferença é um dos argumentos usados pelo clube na proposta direcionada à Caixa.
A engenharia financeira proposta envolve ainda outros ativos estratégicos do Corinthians, como o lançamento de títulos de capitalização, a migração de toda a operação bancária do clube para a Caixa (incluindo contas institucionais e folha de pagamento) e a emissão de cartões de crédito voltados aos torcedores do programa Fiel Torcedor. Com a pactuação dos naming rights, o banco teria o direito de explorar comercialmente a marca do estádio por um período determinado.
A resolução desse imbróglio é tratada como prioridade absoluta pela gestão do presidente Osmar Stabile, que enxerga o endividamento da Arena como o principal fator causador da crise financeira vivida pelo Corinthians. A expectativa interna é de que a formalização do acordo e a definição sobre a devolução dos valores em conta reserva tragam alívio imediato ao fluxo de caixa do clube.
O desfecho dependerá da deliberação do Conselho de Administração da Caixa e das etapas formais de assinatura do acordo entre as partes. Enquanto isso, a diretoria mantém interlocução ativa com o banco e monitora as condições financeiras e contratuais que envolverão a transferência dos direitos de exploração do estádio.

