Após o empate sem gols com o Santos, Abel defendeu o time e afirmou 'não matei ninguém'. Ele diz que o elenco buscará equilíbrio entre ataque e defesa para manter rendimento na Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão.
Abel Ferreira falou na coletiva após a classificação do Palmeiras às semifinais da Copa do Brasil, no empate por Santos 0 x 0 Palmeiras na volta das quartas de final. O treinador descartou a ideia de escolher competições para priorizar e afirmou que a equipe seguirá disputando todas as frentes em que está envolvida, incluindo a Conmebol Libertadores e o Campeonato Brasileiro.
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Sobre a postura do clube diante do calendário apertado, Abel ressaltou a busca por equilíbrio entre ataque e defesa como eixo para manter o desempenho em todas as competições. Ele destacou também a importância do trabalho e do risco assumido ao aceitar o cargo no Brasil.
“Estamos em todas, não vamos abdicar de nenhuma. Vamos arriscar tudo o que temos para arriscar. O maior risco que fiz foi atravessar o Atlântico sem saber o que iria me apanhar aqui. As coisas acontecem quando tu trabalhas mais que os outros”
O técnico avaliou a partida contra o Santos como consistente, citou o bom resultado obtido no jogo de ida e elogiou o histórico e a vibração da Vila Belmiro, referindo-se ao estádio relacionado a Pelé. Abel comentou que o placar zerado no jogo de volta permitiu à equipe atuar com seriedade diante de um adversário que poderia complicar caso abrisse o marcador cedo.
Sobre o mercado e a montagem de elenco, Abel afirmou que o Palmeiras não faria contratações apenas por contratar, mencionando que qualquer contratação precisa atender ao critério da presidente do clube. Ele voltou a enfatizar a aposta nas peças já disponíveis quando não houver nomes que se encaixem nos critérios estabelecidos.
“Não vamos buscar por buscar se não há jogadores que têm a ver com o critério da nossa presidente. Se não há, vamos apostar no que temos. Maior risco na vida é não arriscar. Foi o que fiz quando atravessei o Atlântico para o Brasil”
Abel também comentou a denúncia recebida no Superior Tribunal de Justiça Desportiva relacionada ao episódio contra o Mirassol, quando chutou um microfone para dentro do gramado. O treinador comparou punições aplicadas em diferentes competições e reagiu à sanção anterior no mesmo tipo de ação.
“Eu vivo intensamente, não vou mudar isso. Todas as lutas que tenho, calendário, árbitros, minha intenção é só uma: melhorar o futebol brasileiro. (…) Já fui julgado pelo STJD e levei oito jogos. Eu não matei ninguém. Já disse, eu vivo o futebol intensamente”
Na coletiva, Abel elogiou o árbitro Davi de Oliveira Lacerda, destacou a necessidade de jovens árbitros com caráter e reconheceu um erro próprio ao protestar durante a partida — episódio que resultou em um cartão amarelo e na retratação pública do treinador.
Sobre Vitor Roque, Abel avaliou o momento do atacante após a volta de uma lesão no tornozelo. O jogador entrou no segundo tempo contra o Santos e desperdiçou oportunidades, e o técnico falou sobre a pressão pública e o cuidado que a comissão técnica e a direção vêm tendo com o atleta, afirmando que cabe a Roque reagir em campo.
“Ele é um moleque que precisa de muito carinho e estamos a cuidar dele. Agora, quem tem que meter o pé ao caminho é ele. Se esse tipo de atitude ajuda, quem tem que dizer é ele. Os capitães, a comissão e a direção estão cuidando dele”
O resultado garantiu ao Palmeiras vaga nas semifinais da Copa do Brasil e manteve a equipe viva nas demais competições da temporada, com Abel dizendo que a estratégia será continuar buscando equilíbrio e consistência para disputar todas as frentes.


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