A Seleção Brasileira conheceu nesta sexta-feira (5) o seu primeiro adversário na Copa do Mundo de 2026. O sorteio da Fifa, realizado nos Estados Unidos, colocou o Marrocos no caminho do time comandado por Carlo Ancelotti. As equipes integram o Grupo C, que conta ainda com Escócia e Haiti.
Histórico do confronto
Brasil e Marrocos mediram forças três vezes. Os brasileiros ganharam o amistoso de 1997 (2 a 0) e o duelo pela fase de grupos do Mundial de 1998 (3 a 0). O capítulo mais recente ocorreu em 2023: vitória marroquina por 2 a 1, em amistoso, com gol verde-amarelo anotado por Casemiro.
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Melhor campanha africana em Copas
Os Leões do Atlas alcançaram o quarto lugar no Catar, em 2022 — o desempenho mais expressivo de uma seleção africana. Lideraram o grupo com Bélgica e Croácia, eliminaram Espanha nos pênaltis nas oitavas e Portugal nas quartas. Na semifinal, perderam para a França por 2 a 0 e, na decisão do terceiro lugar, foram superados pelos croatas, responsáveis pela queda do Brasil (2 a 1).
Classificação impecável para 2026
Nas Eliminatórias, o time comandado por Walid Regragui registrou 100% de aproveitamento: oito vitórias, 20 gols a favor e apenas dois contra. As goleadas sobre Congo (6 a 0) e Níger (5 a 0) chamaram atenção no grupo completado por Tanzânia e Zâmbia.
Domínio continental e bases fortes
Considerado o principal selecionado africano da atualidade, o país será sede da Copa Africana de Nações entre 21 de dezembro de 2025 e 18 de janeiro de 2026 e chega como favorito. No futebol de base, conquistou o Mundial Sub-20 de 2025 no Chile e foi bronze na Olimpíada de Paris-2024.
Estrelas espalhadas pela Europa
O lateral-direito Achraf Hakimi, 27 anos, capitão da equipe e jogador do Paris Saint-Germain, figura como maior nome. Sexto colocado no prêmio Bola de Ouro 2025, ele foi revelado pelo Real Madrid e passou por Borussia Dortmund e Internazionale.
Outros remanescentes de 2022 seguem como pilares: Noussair Mazraoui (Manchester United), Yassine Bounou (Al-Hilal), Nayef Aguerd (Olympique de Marselha), Sofyan Amrabat (Real Betis), Azzedine Ounahi (Olympique de Marselha) e Youssef En-Nesyri (Fenerbahçe).
Entre as novidades, o meia-atacante Brahim Díaz, do Real Madrid, simboliza a política de aproveitamento da diáspora: 14 dos 26 convocados para a Copa de 2022 nasceram fora do território marroquino, em países como França, Bélgica, Holanda, Itália e Canadá.
Técnico franco-marroquino em alta
Nascido na França, Walid Regragui, 50 anos, assumiu o comando da seleção apenas três meses antes da Copa do Catar. Ex-lateral, iniciou a carreira de treinador em 2014, passou pelo Al-Duhail, do Catar, e levou o Wydad Casablanca à conquista da Champions League africana de 2021/22. Pelo trabalho no Mundial, foi eleito Técnico do Ano pela Confederação Africana em 2023 e indicado ao prêmio The Best da Fifa.

