A Ferrari revelou nesta sexta-feira (23) o SF-26, carro que será conduzido por Lewis Hamilton e Charles Leclerc na temporada 2026 da Fórmula 1. O modelo foi mostrado em um vídeo de um minuto e meio divulgado nas redes sociais da equipe e, em seguida, realizou as primeiras voltas no circuito particular de Fiorano, na Itália.
Hamilton assumiu o volante logo após a apresentação, sob o olhar de torcedores que aguardavam desde a madrugada para ver o novo monoposto. Pouco depois, entretanto, surgiram imagens do carro parado na pista. Técnicos da escuderia se apressaram para recolher o veículo, gerando especulações sobre um possível problema mecânico.
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Segundo a emissora Sky Italia, a interrupção foi proposital. A equipe quis evitar que o carro ultrapassasse a quilometragem permitida para que a atividade fosse classificada apenas como demonstração, preservando os 200 km autorizados para uso fora de testes coletivos e corridas oficiais.
Pressão por resultados
Sem conquistar títulos desde o Mundial de Construtores de 2008, a Ferrari vive processo de reestruturação sob o comando do chefe Fred Vasseur. O lançamento enxuto do SF-26 segue a linha adotada pelo dirigente francês, que tenta blindar a equipe de especulações externas.
Informações sobre a nova unidade de potência são escassas e, nos bastidores, não se espera que o motor esteja entre os mais fortes do grid, especialmente após a Mercedes encontrar brechas no regulamento e atender quatro equipes em 2026.
Destaques aerodinâmicos
Nas voltas iniciais em Fiorano, chamou atenção a “barbatana de tubarão”, característica que retorna com o novo regulamento. No carro italiano, o componente ganhou formato semelhante a uma escada. A entrada de ar acima da cabeça do piloto também ficou menor, refletindo escolhas de refrigeração do motor.
Mudanças na equipe de pista
A escuderia anunciou que Hamilton terá um novo engenheiro de pista em seu segundo ano em Maranello. Riccardo Adami foi deslocado para coordenar o programa de testes e a academia de jovens pilotos; o substituto ainda não foi definido.
Hamilton destacou a importância da integração entre piloto e equipe diante das novas regras, que ampliam as ferramentas disponíveis ao volante, principalmente para o gerenciamento de energia elétrica. Leclerc reforçou o discurso, observando que a potência elétrica triplicou e agora representa 50% da força total da unidade motriz.
Próximos passos
Depois do shakedown desta sexta, a Ferrari volta à pista na próxima terça-feira, com Leclerc, durante a primeira bateria de testes no Circuito de Barcelona-Catalunha, na Espanha. Serão cinco dias de atividades a partir de segunda-feira, e cada equipe poderá escolher até três dias para rodar.


