O Corinthians acertou a rescisão do contrato do volante José Martínez, 31 anos, nesta segunda-feira, 17. O acordo foi firmado após uma semana de negociações com os representantes do atleta e deve ser oficializado pelo clube nas próximas horas.
Pelo acerto, o clube pagará 30% dos salários do jogador até dezembro de 2026 e assumirá os custos da cirurgia para reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo. Martínez, que tinha vínculo até dezembro de 2027 e recebia cerca de R$ 390 mil mensais, passará a ganhar aproximadamente R$ 117 mil nesse período. A medida deve representar economia de cerca de R$ 7,4 milhões à folha corintiana.
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O desligamento ocorre em meio à grave crise financeira do Corinthians, cuja dívida total alcança R$ 2,8 bilhões. Reduzir despesas operacionais é uma das metas traçadas para a temporada 2026.
Atraso na reapresentação e lesão pesaram
Martínez só se reapresentou ao clube em 7 de fevereiro, mais de um mês depois do fim das férias, alegando problemas burocráticos para regularizar o visto de trabalho e a necessidade de emitir novo passaporte. O atraso irritou a diretoria, e o técnico Dorival Júnior chegou a reclamar publicamente.
A situação ficou insustentável após a confirmação da ruptura do LCA, que deve afastar o jogador dos gramados por seis a oito meses, praticamente inviabilizando participação na temporada 2026. Imagens dele atuando em partidas amadoras durante as férias circularam nas redes sociais, e o departamento jurídico avaliou rescisão por justa causa. A legislação, contudo, obriga o pagamento integral dos salários em caso de lesão nas férias, o que levou clube e atleta a optarem por saída consensual.
Impacto no elenco
Fora de 11 jogos desde o início do ano, incluindo a vitória sobre o Flamengo na final da Supercopa Rei, Martínez deixa o Corinthians após a diretoria reforçar o setor com Allan, ex-Flamengo. A comissão técnica ainda conta com Raniele, Charles, André Luiz, Carrillo e Breno Bidon para a posição de volante.
Com a rescisão, o Corinthians espera aliviar a folha e concentrar recursos em outras áreas prioritárias.


