A AMD liberou sistemas com Ryzen AI Max e Max PRO 400 via parceiros para empresas que querem executar IA agêntica localmente. Sistemas trazem até 16 núcleos Zen 5, NPU de 55 TOPS, 40 CUs de GPU e DRAM unificada.
A AMD disponibilizou os novos sistemas equipados com processadores Ryzen AI Max e Ryzen AI Max PRO da série 400 através de parceiros, em um movimento que mira empresas interessadas em executar inteligência artificial corporativa localmente. A estratégia é oferecer alternativas para desenvolver e implementar IA agêntica sem depender da nuvem.
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Os sistemas foram projetados para IA agêntica executada localmente e chegam com especificações voltadas à carga de trabalho: até 16 núcleos de CPU “Zen 5”, uma NPU capaz de 55 TOPS, 40 unidades de computação de GPU e um pool unificado de memória DRAM. A arquitetura de memória unificada é a mesma estreada nas séries 300, mas a série 400 amplia substancialmente a capacidade de memória.
Enquanto os sistemas da geração anterior atingiam um limite de 128 GB de memória total, com até 96 GB reservados para cargas de GPU, a série Ryzen AI Max 400 oferece até 192 GB de memória, com até 160 GB dedicados à GPU. A série Ryzen AI Max PRO 400 passa a ser o primeiro processador cliente x86 do mundo que executa modelos com mais de 300 bilhões de parâmetros com quantização de 4 bits, sem necessidade de transferência de processamento para a nuvem.
O surgimento da inteligência artificial generativa já não é novidade, e as altas dos custos de hardware foram um dos efeitos mais percebidos após a popularização de modelos como o ChatGPT. Um diferencial da IA agêntica é a capacidade de executar tarefas complexas e de múltiplas etapas em diferentes aplicativos, podendo agir de forma autônoma e sustentar projetos complexos por longos períodos quando configurada para isso. Para empresas, explorar agentes que analisam e agem sobre informações representa uma possibilidade atraente de extrair maior valor da IA.
O problema, no entanto, é que os custos com hardware e serviços em nuvem permanecem altos, razão pela qual algumas empresas têm optado por modelos locais, o que exige hardware dedicado. Esses novos hardwares dedicados não necessariamente reduzem os custos para consumidores finais. Para facilitar decisões de compra, a fabricante lançou uma calculadora de tokens destinada a ajudar empresas a avaliar a viabilidade do investimento em hardware para IA local.
No mercado de consumo, há variação ampla de preços: notebooks gamers saem por preços a partir de R$ 5.299,00 (Acer Nitro V15 com AMD Ryzen 7 7735HS e 8GB RAM) e R$ 9.499,05 (Acer Nitro V15 com Intel Core i9-13900H de 13ª geração e 16GB RAM). Modelos com marketing de IA podem aparecer por R$ 13.589,10 (Predator Helios Neo 16 AI com Intel Core Ultra 9 275HX e 32GB RAM), enquanto notebooks voltados para IA chegam a R$ 39.200,00 (MSI Stealth 16 AI com AMD Ryzen Ai 9 Hx 370 e RTX 5070ti). Uma placa RTX 5070 Ti (VENTUS 3X OC) tem preço listado em R$ 8.599,99.
O lançamento da série 400 amplia a disputa por soluções capazes de rodar modelos avançados localmente, mas também mantém em evidência o desafio dos custos para empresas e consumidores interessados em IA de alto desempenho.

