A Aston Martin chega à abertura da temporada 2026 da Fórmula 1, neste fim de semana no Grande Prêmio da Austrália, em Melbourne, prevendo um início de campanha complicado depois de enfrentar sucessivos problemas com a nova unidade de potência da Honda durante a pré-temporada.
O AMR26, concebido pelo projetista Adrian Newey, ficou pronto com atraso, não participou das sessões de Barcelona e acumulou pouca quilometragem nas duas semanas de treinos no Bahrein. Fernando Alonso e Lance Stroll completaram apenas 128 voltas, número abaixo do planejado pela equipe.
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Em entrevista ao site oficial da categoria, o ex-piloto Pedro de la Rosa, embaixador da escuderia, reconheceu as dificuldades. “É extremamente difícil lidar com o novo carro”, afirmou. Segundo De la Rosa, além dos poucos giros, o monoposto apresentou instabilidade; Alonso chegou a sair da pista enquanto simulava ritmo de corrida e parou repentinamente, enquanto Stroll conseguiu dar somente seis voltas em determinado dia.
Os contratempos levaram a Honda a abrir investigações em sua fábrica de Sakura, no Japão, principalmente por causa da escassez de peças da unidade de potência. “Há tantas coisas na lista para testar que simplesmente não tivemos tempo”, lamentou De la Rosa.
Para 2026, a Aston Martin também introduziu caixa de câmbio e suspensão traseira próprias, além de trabalhar com Valvoline e Aramco em novos lubrificantes e combustíveis sustentáveis. “Antes de otimizar, precisamos entender onde o carro está e quais são seus limites”, explicou o embaixador.
Apesar do cenário desfavorável, De la Rosa demonstrou confiança no trabalho conjunto com a Honda e no talento de Newey. Ele lembrou que o fabricante japonês chegou a anunciar a saída da categoria e voltou atrás, o que atrasou o desenvolvimento do projeto para o novo regulamento, e que Newey iniciou oficialmente no time em 2 de março de 2025. “Começamos um pouco tarde, mas teremos um grande futuro juntos”, concluiu.
