Dois meses após a Copa, Claus falou no Altas Horas sobre o cartão vermelho a Balogun, aplicado após revisão do VAR por falta em Tarik Muharemovic. Claus defendeu a decisão e relatou respaldo institucional.
Pouco mais de dois meses após a Copa do Mundo, o árbitro Raphael Claus abordou a repercussão em torno do cartão vermelho aplicado a Folarin Balogun e avaliou as reações recebidas. Claus participou do programa Altas Horas na noite de sábado e, ao ser questionado sobre o impacto global do caso, defendeu a sua atuação no jogo em que os Estados Unidos venceram a Bósnia por 2 a 0.
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O episódio ocorreu no dia 1º de julho, quando Claus assinalou cartão vermelho direto a Balogun após entrada dura no defensor Tarik Muharemovic, decisão tomada após revisão do VAR. A punição inicialmente impediria o atacante de enfrentar a Bélgica nas oitavas de final, mas o cumprimento da suspensão foi suspenso pelo Comitê Disciplinar da Fifa no domingo, véspera da partida.
“Importante que quando a gente vai para uma competição dessa magnitude tem que estar muito bem preparado não só na parte física, técnica, mas também mental pela exposição que a gente tem mundialmente. Importante ter os conceitos para tomar as decisão dentro do campo de jogo, e de forma correta, como foi nosso caso”
Claus afirmou ainda que os desdobramentos posteriores estão fora da alçada da arbitragem, e destacou o retorno de apoio recebido de diferentes instituições e do público brasileiro.
“O que aconteceu após foge da nossa esfera. Para mim, foi muito positivo, principalmente o retorno que tive de apoio. Tanto das instituições que represento, que é a Fifa, Conmebol, a CBF e a Federação Paulista. E todos os brasileiros que torceram pelos árbitros que tiveram lá, tanto eu, o Wilton Sampaio, o Ramon Abatti. É uma lembrança que vou guardar positiva na minha carreira. Uma boa recordação”
Você pode gostarPatrocinado · MGIDRelatos da imprensa americana apontaram que membros do governo dos Estados Unidos chegaram a reunir material para embasar um eventual recurso contra a suspensão de Balogun, incluindo reportagens sobre investigações e controvérsias anteriores envolvendo o árbitro. Segundo o The New York Times, o presidente dos Estados Unidos teria citado esse histórico em conversa com o presidente da Fifa.
“Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”
De acordo com reportagens, a ligação do presidente americano ocorreu um dia após a expulsão de Balogun, e a decisão do Comitê Disciplinar que suspendeu, por um ano, o cumprimento da punição aconteceu três dias depois.
O histórico citado remete, em parte, à CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas de 2024, na qual Claus foi ouvido como testemunha. As apurações da CPI não identificaram evidências que ligassem o árbitro a esquemas de manipulação; ele não foi denunciado nem punido e permaneceu no quadro da Fifa. Claus também recebeu apoio público da CBF e da Conmebol, e teve sua atuação elogiada pelo chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina.



