O Conselho Deliberativo do Corinthians decide nesta segunda-feira a expulsão definitiva de 12 conselheiros acusados de participar da invasão ao andar da presidência da sede social, ocorrida em 31 de maio de 2025.
A sessão retoma os trabalhos da assembleia aberta na semana anterior, que resultou na exclusão do ex-presidente Augusto Melo do quadro de associados. O julgamento dos outros envolvidos havia sido adiado após a conselheira Maria Angela Ocampos alegar um problema familiar e solicitar a postergação da análise.
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O episódio ocorreu poucos dias após o afastamento temporário de Augusto Melo no âmbito de um processo de impeachment. Na tentativa de retomar o controle do clube, o ex-presidente foi acompanhado por aliados.
A movimentação teve como base uma manobra da conselheira Maria Angela de Sousa Ocampos, que declarou ter assumido a chefia do Conselho Deliberativo amparada por uma antiga decisão do Comitê de Ética contra o então presidente do órgão, Romeu Tuma Júnior. Ao se declarar no comando, ela anulou atos anteriores de Tuma, inclusive a votação que afastou Augusto.
O presidente em exercício, Osmar Stabile, fechou-se na sala presidencial e recusou ceder a cadeira, qualificando a ação como tentativa de golpe. O plano dos invasores fracassou e as imagens das câmeras de segurança do clube social identificaram os articuladores.
Os conselheiros que serão julgados são: Maria Angela, Mario Mello Junior, Paulo Juricic, Ronaldo Fernandez Tomé, Carlos Eduardo Melo Silva, Rodrigo Simonini Gonzalez, Wanderson Contrera Salles, Marcos Coelho Abdo, Paulo Rogerio Pinheiro Junior, Laercio Ferreira Victoria, Leandro Olmedila e Peterson Ruan. A primeira chamada está prevista para as 18h e a segunda, caso não haja quórum, para as 19h.
Crise política
O julgamento aprofunda a crise política no clube, que teve três ex-presidentes excluídos do quadro associativo em um intervalo de sete dias.
Além disso, Osmar Stabile enfrenta agora um pedido formal de impeachment protocolado por sócios e conselheiros. Paralelamente, o vice-presidente Armando Mendonça, denunciado pelo Ministério Público por supostas irregularidades em contratos de materiais esportivos com a Nike, também tem pedido de afastamento cautelar de suas funções administrativas em tramitação.
O desfecho da votação determinará se os 12 conselheiros terão a exclusão mantida ou não pelo plenário do Conselho Deliberativo.

