Anders Pettersson, presidente da Confederação Brasileira de Desporto na Neve (CBDN), prevê um salto de visibilidade e investimento nos esportes de inverno após a medalha de ouro conquistada por Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, em 2026.
“Essa medalha vai ter uma importância muito grande, eu diria que não só para os esportes de inverno, da neve, mas para o esporte brasileiro como um todo, que até agora foi muito focado nos esportes de verão”, afirmou o dirigente em entrevista ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
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Marco continental
O resultado obtido por Braathen representa a primeira medalha olímpica de inverno na neve para o Brasil e para toda a América Latina. No mesmo evento, o atleta não completou a primeira descida do slalom.
Trajetória
Filho do norueguês Bjorn Braathen e da brasileira Alessandra Pinheiro de Castro, Lucas passou a competir pelo Brasil após divergências comerciais com a Federação Norueguesa de Esqui Alpino. Na Copa do Mundo, soma 20 pódios — seis ouros, nove pratas e cinco bronzes. Defendendo o Brasil, alcançou oito desses resultados: um ouro, cinco pratas e dois bronzes, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer uma etapa do circuito mundial de esportes de inverno.
Pettersson acredita que a conquista histórica pode atrair novos investidores, ampliar a base de praticantes no país e abrir “outra porta” para o desenvolvimento das modalidades em ambiente gelado.

