O treinador lamentou o revés por 3 a 1 no Mineirão, que pôs fim a 10 jogos de invencibilidade e acendeu o alerta antes do clássico com o Coritiba. Odair criticou o terceiro gol e exigiu ajustes na defesa.
O Athletico perdeu por 3 a 1 para o Cruzeiro, neste domingo, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, e encerrou uma sequência de 10 jogos de invencibilidade. A derrota no Mineirão acendeu um sinal de alerta para a comissão técnica, especialmente às vésperas do clássico contra o Coritiba.
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O que mais incomodou o treinador
O resultado incomodou o técnico Odair Hellmann pela forma como o time sofreu o terceiro gol, quando ainda buscava o empate. Ele também reconheceu a necessidade de reduzir a quantidade de gols sofridos nas últimas partidas e avaliou que o jogo precisa servir como aprendizado para a sequência do campeonato.
“Os jogos sempre nos deixam lições. A gente está triste pela derrota, pela perda da invencibilidade. Um jogo grande desses, criando oportunidades para fazer mais gols. Agora é olhar para frente, para o próximo jogo e saber o que podemos melhorar e poder retomar o rumo das vitórias”
A análise do terceiro gol sofrido
Odair afirmou que o que mais o incomodou foi o terceiro gol do Cruzeiro, que surgiu após uma falha coletiva em um contra-ataque, terminando com um pênalti cometido pelo goleiro Mycael sobre Kaio Jorge. O treinador disse que, apesar de o time não estar fazendo partidas ruins defensivamente, o alto número de gols sofridos preocupa e exige análise detalhada.
“Mesmo que a gente não esteja fazendo jogos ruins defensivamente, estamos sofrendo muitos gols, mesmo vencendo as partidas. Vou olhar com lupa. O Cruzeiro é um time diferente do Fluminense, mas tomar o terceiro gol quando estávamos dentro da partida para fazer o segundo gol, não podemos falhar coletivamente”
Odair salientou a necessidade de corrigir esse tipo de erro rapidamente, principalmente porque o próximo compromisso será o clássico no Couto Pereira. A intenção da comissão técnica é aproveitar a semana para recuperar a solidez defensiva.
“Aquele gol me dói muito mais. Essas situações que a gente pode trabalhar vão nos fortalecer novamente defensivamente. É algo que chama atenção e temos que diminuir o número de gols sofridos”
A escolha de Mycael na vaga de Santos no gol também foi tema da entrevista. Odair explicou que mudanças na posição exigem critério e consistência para não perder a confiança do grupo, e que a decisão foi tomada após avaliação dos prós e contras, com a perspectiva de dar tempo para o jogador recuperar confiança.
“Como treinador, eu faço menos mudança de goleiro. É mais natural a mudança de jogadores de linha, mas na minha carreira eu tenho que ter critério. O que vale para um, vale para outro. Se você não age assim, perde a confiança e o respeito do grupo”
Sobre as penalidades marcadas para o Cruzeiro, Odair disse que, inicialmente, não considerou o primeiro lance pênalti e elogiou a defesa de Mycael na cobrança. Já no segundo lance, após conversar com o goleiro, disse ter mudado de opinião e reconhecido o pênalti, destacando diferença de critérios da arbitragem entre as situações.
“O primeiro, para mim, não foi pênalti. No movimento natural. Mas que bom que o Mycael pegou e nos deu confiança”
O Athletico permaneceu com 45 pontos na tabela, enquanto o Cruzeiro, agora na sexta posição, ficou a três pontos de distância. O Furacão volta a campo na sexta-feira, às 21h (horário de Brasília), contra o Coritiba, no Couto Pereira, pela 27ª rodada do Brasileirão.
“No segundo pênalti eu considerei que não foi, mas, conversando com o Mycael, me convenci de que foi. Mas deixar claro que os critérios (da arbitragem) não são os mesmos para os dois lados”
Após a partida, houve também a manifestação de Esquivel sobre o desempenho defensivo da equipe, resumida em uma crítica direta à atenção do setor defensivo.
“Faltou atenção na defesa”



