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A NASCAR detalhou, nesta semana, a razão de ter adotado pneus de composto mais macio na prova de sábado (data não informada) em Bristol, etapa que registrou o maior número de ultrapassagens já computado no circuito desde a introdução do carro NextGen.
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Recorde de manobras na pista
De acordo com números divulgados pela organização, o total de 3.589 ultrapassagens superou todas as marcas recentes:
• Primavera 2024: 3.589
• Outono 2024: 2.287
• Primavera 2025: 2.197
• Outono 2025: 3.873
Embora a etapa de primavera de 2024 ainda detenha o recorde de trocas de liderança (61), o evento do último fim de semana manteve o roteiro menos previsível desejado pela categoria.
Objetivo: desgaste e ação
No programa “Morning Drive”, da rádio SiriusXM, o diretor administrativo da Cup Series, Brad Moran, afirmou que a estratégia busca garantir gestão de pneus, múltiplas linhas de corrida e variação constante na liderança. “Queremos grandes números de ultrapassagens e diferentes pilotos na ponta”, explicou. Segundo Moran, a Goodyear trabalhou para reproduzir o desgaste extremo visto na primavera de 2024, quando os compostos se deterioravam entre 30 e 40 voltas.
Incêndios preocupam
Um efeito colateral indesejado foi o incêndio no pneu dianteiro direito de três Ford — os carros #21 (Josh Berry), #2 (Austin Cindric) e #66 (Chad Finchum). Moran classificou as chamas como “surpresa” e informou que engenheiros da categoria analisarão os dados para avaliar eventuais mudanças já para a rodada seguinte.
A NASCAR citou modificações implementadas nos últimos anos, como aberturas nos painéis laterais e ventiladores extras, para reduzir riscos desse tipo.
Coleta de borracha pós-corrida
Após a prova, alguns pilotos passaram próximo ao muro para acumular resíduos de borracha nos pneus antes da inspeção, prática semelhante àquela que motivou alertas na semana anterior quando competidores usaram a área de terra fora da pista para adicionar peso. Desta vez, a direção declarou que não irá interferir: “A pista é toda deles”, disse Moran.
Por ora, a NASCAR considera que o experimento com os pneus mais macios caminha na “direção certa”, ainda que ajustes possam ser feitos para equilibrar desgaste, segurança e espetáculo nas próximas corridas em ovais curtos.


