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Geovanni Gameiro Gonzaga da Silva, 43, teve morte encefálica confirmada às 22h25 de sábado, informou a família. Ele estava internado no HGR desde a manhã de sexta, após ser atropelado enquanto treinava na avenida Ville Roy, no Caçari.
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O corredor de rua Geovanni Gameiro Gonzaga da Silva, de 43 anos, morreu na noite de sábado (3), um dia após ser atropelado enquanto treinava na avenida Ville Roy, no bairro Caçari, em Boa Vista. A família do atleta, que competia na categoria Atleta com Deficiência (ACD) por ter deficiência auditiva, informou que a equipe médica confirmou morte encefálica às 22h25 de sábado (3).
Geovanni estava internado no Hospital Geral de Roraima (HGR) desde a manhã de sexta-feira (2), quando foi atropelado por um carro e arremessado contra outro veículo que estava estacionado próximo a uma academia na avenida Ville Roy. O acidente ocorreu por volta das 5h40 de sexta-feira (2). Ele foi encontrado caído e desacordado, com sangramento intenso e uma lesão na cabeça.
O veículo que atingiu o corredor era conduzido por Mayron da Silva Soares, de 28 anos. Após o atropelamento, o motorista fugiu do local sem prestar socorro, mas foi preso em flagrante pouco depois. Policias militares encontraram o motorista dentro do carro, parado no final de um loteamento próximo ao local do acidente. Segundo informações da corporação, Mayron afirmou que consumia bebidas alcoólicas desde a noite de quinta-feira (1º) e apresentou sinais de embriaguez.
Mayron se recusou a realizar o teste do bafômetro, conforme confirmação posterior da Polícia Militar. Na sexta-feira a prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça, a pedido do Ministério Público de Roraima. Inicialmente, o motorista foi enquadrado pelos crimes de lesão corporal culposa na direção de veículo e fuga do local do acidente para evitar punição. Com a morte do atleta, o Ministério Público de Roraima deve denunciá-lo pelo crime de homicídio.
Em termos penais, a pena prevista para lesão corporal culposa na direção de veículo, em caso de embriaguez do motorista e lesão grave da vítima, varia de dois a cinco anos de prisão.
Geovanni participou de grupos de corrida locais: até o ano passado integrou o ‘Runners Team’ e, em 2026, fundou com amigos o grupo ‘Bando de Corredores’. Neste ano, disputou a tradicional Corrida 9 de Julho pela categoria ACD e terminou na 11ª colocação.
O grupo que Geovanni ajudou a criar publicou nota de pesar e destacou o papel do atleta na comunidade de corrida. Outros coletivos de atletas também manifestaram condolências pelas redes sociais.
“Amigo tão querido, tão amado” e “protetor, companheiro e que nunca deixava ninguém correr sozinho”
Velório e sepultamento (04/10/2026)
Velório
- Local: Funerária Rosa de Saron, rua Antônio da Costa Uchôa, nº 28, bairro Jardim Floresta
- Horário: a partir das 14h30 até 16h40
Cortejo e sepultamento
- Saída do cortejo: às 16h40 da Funerária Rosa de Saron
- Sepultamento: Parque Cemitério e Crematório Campo da Saudade, bairro Centenário, às 17h30
A morte encefálica é definida pela interrupção completa das atividades do cérebro e do tronco encefálico. O diagnóstico segue normas do Conselho Federal de Medicina e do Ministério da Saúde, após exames que avaliam a ausência de funções cerebrais.



