O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apresentou, nesta quarta-feira (11), denúncia contra o empresário e ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Turra, 19 anos, pela morte do adolescente Rodrigo, 16. O órgão acusa Turra de homicídio doloso por motivo fútil, crime cuja pena pode chegar a 30 anos de prisão.
Motivação e pedido de indenização
Segundo a peça encaminhada à Justiça, Turra teria agido “de forma livre e consciente”, ciente do risco de morte durante a agressão ocorrida na madrugada de 23 de janeiro em Vicente Pires (DF). A discussão teria começado após um cuspe disparado pelo denunciado, descreve o MP.
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Além da condenação criminal, o Ministério Público solicita que o réu seja obrigado a pagar indenização mínima de R$ 400 mil por danos morais à família da vítima. O advogado da família, Albert Halex, classificou o valor como “insuficiente” ao jornal O Globo.
Situação processual
Com a denúncia protocolada, a Justiça decidirá se a recebe – passo que transformará Turra em réu e poderá levá-lo a júri popular. Enquanto isso, ele segue em prisão preventiva no Complexo Penitenciário da Papuda.
Linhas do tempo do caso
• 23/1 – Turra é preso em flagrante logo após a agressão, mas solto mediante fiança de R$ 24,3 mil.
• 26/1 – A Fórmula Delta anuncia o desligamento definitivo do piloto.
• 30/1 – A Polícia Civil do DF efetua nova prisão de Turra.
• 2/2 – Transferência para a Papuda.
• 4/2 – Superior Tribunal de Justiça nega pedido de habeas corpus.
• 7/2 – Rodrigo sofre morte encefálica, 16 dias após a agressão.
• 12/2 – 2ª Turma Criminal do TJDF mantém a prisão preventiva.
• 11/3 – MPDFT formaliza denúncia por homicídio doloso.
Outras investigações
O ex-piloto também é investigado por três ocorrências distintas: uma briga em praça de Águas Claras (junho de 2025), a suposta coerção de uma menor a ingerir bebida alcoólica no mesmo mês e uma agressão em briga de trânsito contra um homem de 49 anos, registrada em julho do ano passado.
Em nota, a defesa de Turra declarou “profundo pesar” pelo falecimento de Rodrigo. De acordo com a Polícia Civil, foi solicitado à defesa da vítima que oficie o Instituto Médico-Legal para analisar se as lesões descritas condizem com o laudo médico.


