A Fórmula 1 incluiu o Circuito de Fuji, no Japão, entre as alternativas para o calendário de 2026 caso os Grandes Prêmios do Catar e de Abu Dhabi sejam afetados pela escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Consultas aos fornecedores em Suzuka
Durante o fim de semana do GP do Japão, em Suzuka, fornecedores e prestadores de serviço foram questionados sobre a possibilidade de também trabalharem em Fuji. A sondagem considera datas entre novembro e dezembro de 2026 — período reservado, no cronograma original, para as etapas de Lusail (29 de novembro) e Yas Marina (6 de dezembro).
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Guerra no Golfo Pérsico força mudanças
Em abril, a categoria cancelou os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita devido aos ataques do Irã em resposta a ações dos EUA e de Israel. A proximidade geográfica dos demais países do Golfo Pérsico com o Irã colocou as corridas do Catar e de Abu Dhabi sob observação.
Parte do equipamento de Mercedes, McLaren e Williams continua retida no Circuito de Sakhir, no Bahrein, desde os testes de pré-temporada realizados em fevereiro. O incidente mais grave ocorreu em 28 de fevereiro, quando um míssil iraniano atingiu uma base naval norte-americana a 30 km da pista, levando ao cancelamento de um teste de pneus da Pirelli.
Fuji pronto para retornar
Fuji detém a homologação Grau 1 da FIA e já recebeu a F1 em quatro oportunidades: 1976, 1977, 2007 e 2008. O traçado, projetado pelo ex-piloto Stirling Moss e situado aos pés do Monte Fuji, teve como momentos marcantes o duelo final entre Niki Lauda e James Hunt em 1976, além das vitórias de Lewis Hamilton (2007) e Fernando Alonso (2008). Atualmente, o circuito integra o calendário do Mundial de Endurance (WEC) com as 6 Horas de Fuji.


Imagem: Internet
Outras opções em estudo
Rumores na imprensa internacional também mencionam o Autódromo de Portimão, em Portugal — que retorna oficialmente em 2027 — como possível solução extra. Contudo, no momento, o foco principal da organização recai sobre Fuji.
Por ora, os GPs do Catar e de Abu Dhabi permanecem confirmados, mas equipes e dirigentes acompanham de perto os desdobramentos no Oriente Médio antes de sacramentar o encerramento da temporada de 2026.
