Lando Norris afirmou que o protótipo da Fórmula 1 para 2026 lembra um monoposto da Fórmula 2 em vários aspectos. O britânico, campeão mundial vigente da F1 e vice da F2 em 2018, testou o novo modelo durante a pré-temporada em Barcelona.
“Certamente parece mais com um carro de F2 em alguns aspectos, pela forma como você tem que pilotá-lo”, disse o piloto da McLaren. “Ainda não sei se gosto disso ou não.”
📖 Leia Também
Norris explicou que o circuito catalão, com curvas de terceira e quarta marchas largas e fluidas, não reflete todas as condições do calendário. Segundo ele, respostas adicionais virão nas sessões agendadas para o Bahrein, pista de traçado mais travado e superfície irregular.
Novo regulamento reduz potência térmica e ativa aerodinâmica
Os carros que estreiam em 2026 terão chassi menor e mais leve, aerodinâmica ativa e unidades de potência híbridas com aproximadamente 50% da força gerada por energia elétrica, incluindo modos extras para ataque e defesa em disputas de posição. Na F2, os motores também são turbo, mas não contam com componentes elétricos, o que faz os pilotos associarem apenas o comportamento de chassi entre as categorias.
A semelhança já havia sido apontada em 2023, durante o GP de Las Vegas, quando o reserva da Aston Martin Jak Crawford descreveu os carros do simulador como “bastante semelhantes” aos da F2. Isack Hadjar reforçou a avaliação, dizendo que o desempenho estava “mais próximo” da categoria de acesso.
FIA rebate comparação: diferença será de 1 a 2 segundos
O diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, contestou a leitura. Para ele, os tempos de volta ficarão apenas um ou dois segundos abaixo dos atuais, variação considerada normal no início de um novo ciclo técnico. “Seria insensato começar mais rápido que o regulamento anterior; o desenvolvimento natural recuperará esse tempo”, afirmou.
No shakedown de Barcelona, Lewis Hamilton marcou 1min16s348 na sexta-feira, cerca de cinco segundos acima da pole de 2023. A federação projeta que a diferença diminua até o GP da Espanha, em junho. Para efeito de comparação, a pole da F2 no mesmo circuito no ano passado foi 1min25s180.
Bortoleto reforça sensação de F2
Gabriel Bortoleto, piloto da Audi, também relatou sensação semelhante no primeiro dia de testes na Catalunha. Ele acredita que os novos carros serão mais lentos que os modelos de 2025, mas destacou a aceleração intensa proporcionada pela parte elétrica da unidade de potência. “É diferente e exige adaptação, mas continua sendo um carro de corrida”, comentou.
Esteban Ocon, Oliver Bearman e Oscar Piastri também definiram as máquinas de 2026 como “mais ágeis” em suas primeiras voltas, mantendo o debate sobre o real impacto das mudanças na pilotagem.
