A diretoria do Vasco da Gama e representantes do empresário Marcos Faria Lamacchia avançaram, nesta semana, nas tratativas para a transferência de 90% das ações da SAF do clube por valor superior a R$ 2 bilhões.
Etapas pendentes
O acerto preliminar ainda depende da definição do cronograma final de aportes e da aprovação dos Conselhos Beneméritos, Deliberativo e demais poderes vascaínos. Paralelamente, o investidor precisa obter o aval da agência de fair play financeiro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
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Compromissos de investimento
O pré-acordo estabelece valores mínimos a serem aplicados em setores como contratações de jogadores, folha salarial, infraestrutura dos centros de treinamento, fluxo de caixa e esportes olímpicos (via Lei de Incentivo). O plano prevê também a quitação das dívidas do clube e da própria SAF, seguindo as condições da recuperação judicial em curso.
Quota da 777 incluída
A fatia da A-CAP, ligada ao “espólio” da 777 Partners, será incorporada ao pacote negociado. Nem o Vasco nem o grupo de Lamacchia acreditam em entraves para a conclusão do negócio, mas o clube só se pronunciará após a assinatura dos documentos definitivos.
Pagamentos da recuperação judicial
Enquanto negocia a venda, o Vasco iniciou, no primeiro trimestre, os desembolsos previstos na recuperação judicial. A expectativa é encerrar março com cerca de R$ 20 milhões pagos:
- até R$ 8 milhões a credores cíveis e trabalhistas;
- aproximadamente R$ 10 milhões referentes a acordos coletivos acumulados na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF.
O clube ainda negocia um novo acordo na CNRD, mas aguarda aval do órgão.
Cenário da SAF
Desde a saída da 777 Partners, há quase dois anos, o Vasco opera sem investidor externo. Atualmente, a composição acionária da SAF é de 30% para o clube associativo, 31% para a 777 e 39% sob controle vascaíno por decisão judicial, parcela que ainda depende de arbitragem para venda.


Imagem: Internet
Apesar da ausência de aporte estrangeiro, o clube registrou as duas melhores campanhas na Copa do Brasil desde 2011, terminou a última temporada com R$ 60 milhões em receitas extras e contratou empréstimo de R$ 80 milhões junto à Crefisa.
Marcos Lamacchia, que acompanha de perto as negociações, tem histórico no mercado financeiro e já integrou a diretoria da Crefisa. Parte da estrutura jurídica e financeira de suas empresas está dedicada à análise do negócio.
O presidente Pedrinho, em visita recente à CBF, declarou confiança na conclusão do acordo.

