Empresário grego Evangelos Marinakis pode ajudar americano a recomprar ações do Botafogo e integrá-lo a um grupo que já conta com Olympiacos e Rio Ave; Textor continuaria à frente da gestão do Alvinegro.
Uma grande reestruturação na gestão do Botafogo pode estar a caminho. O empresário americano John Textor e o magnata grego Evangelos Marinakis, dono de clubes como o Nottingham Forest (Inglaterra) e o Olympiacos (Grécia), estão em negociações avançadas para não apenas resolver os litígios financeiros de Textor, mas também para integrar o clube carioca a uma nova rede de futebol multinacional.
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A parceria, que se intensificou nas últimas semanas, tem um objetivo de curto prazo claro: utilizar a ajuda financeira de Marinakis para que Textor recompre as ações do Botafogo que hoje pertencem à Eagle Football Holdings. Atualmente, Textor enfrenta um sério litígio com seus sócios na Eagle, especialmente com o fundo de investimentos Ares Management, a quem deve cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,8 bilhões). As ações do Botafogo foram dadas como garantia nessa dívida.
Para resolver a situação, a Ares Management contratou um escritório de advocacia no Brasil que, nos últimos dias, esteve na sede do Botafogo para avaliar os ativos e as finanças do clube. O clima, segundo fontes, foi harmônico, já que Textor deseja uma solução rápida e já apresentou uma proposta inicial de recompra.
Caso consiga separar o Botafogo da Eagle, o plano de Textor é abrir uma nova empresa, sediada nas Ilhas Cayman, para comandar o clube. Nesta nova estrutura, o americano seria o acionista majoritário, com Marinakis entrando como sócio minoritário. O clube belga RWDM Brussels, que também pertence à Eagle, poderia seguir o mesmo caminho.
O segundo passo da parceria, já em discussão, seria ainda mais profundo. No médio prazo, o Botafogo seria integrado à rede principal de clubes de Marinakis. Neste cenário, a estrutura acionária se inverteria: o empresário grego se tornaria o sócio majoritário, e Textor, o minoritário. No entanto, um ponto crucial do acordo é que o americano teria total autonomia para continuar no comando do dia a dia da gestão do futebol alvinegro, um trabalho que é admirado por Marinakis.
Apesar de não haver prazos definidos, as negociações estão em andamento e devem ser aceleradas assim que o litígio com a Eagle for resolvido, abrindo um novo capítulo na história da SAF do Botafogo.
Foto: Juan Mabromata/AFP
