A não renovação do contrato com o atacante Memphis Depay tornou-se mais um capítulo das decisões do presidente Osmar Stabile à frente do Corinthians. Após meses de negociação, a expectativa era de que Depay permanecesse no clube, mas o dirigente decidiu não renovar o vínculo do jogador, que havia chegado ao Brasil na semana anterior, passado por exames médicos e aguardava a solução de impasses jurídicos.
Quando os entraves burocráticos foram resolvidos, Stabile passou três dias sem assinar o novo contrato e, então, comunicou que não daria aval à renovação, justificando a decisão com questões de responsabilidade financeira.
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Além de Memphis, o presidente também vetou outras negociações que já estavam quase concretizadas, como as contratações de Alisson, Kayky e Rony, além da venda de André. Embora o executivo de futebol Marcelo Paz tenha autonomia nas tratativas, a palavra final cabe sempre ao presidente, que leva em conta não apenas aspectos financeiros, mas também pressões internas e repercussões externas.
No caso de Alisson, o meio-campista, que estava próximo de ser emprestado ao Corinthians, chegou a visitar o CT Joaquim Grava quando Dorival Júnior ainda era o técnico. A negociação estava quase fechada, mas Stabile reconsiderou e vetou o empréstimo, alegando que a diretoria financeira não tinha previsão orçamentária para o acordo.
Kayky, por sua vez, tinha um empréstimo praticamente garantido, mas a negociação foi barrada por Stabile, que considerou incoerente fazer negócio com o Bahia — clube que o Corinthians acusa de aliciamento do jovem Kauê Furquim. O Bahia havia pago a multa rescisória de Kauê, retirando-o do Parque São Jorge por R$ 14 milhões.
Em relação à venda de André ao Milan, o Corinthians havia acertado valores e termos, mas a transação foi abortada após Stabile vetar a transferência, que envolvia 17 milhões de euros (cerca de R$ 103 milhões) por 70% dos direitos econômicos do jogador. A decisão ocorreu após críticas públicas de Dorival e forte repercussão negativa entre a torcida.
Por fim, a contratação de Rony também foi cancelada, em razão da rejeição da torcida e do alto valor envolvido. Nos bastidores, o Corinthians tratou a negociação como estágio de monitoramento, e não necessariamente avançada, evitando um desgaste maior diante da insatisfação dos torcedores.



