Russell começou 2026 como favorito, mas contratempos e erros transformaram a vantagem em prejuízo. Na segunda metade do semestre, Antonelli assumiu a ponta e Hamilton aproveitou a evolução da Ferrari para subir na tabela.
George Russell atravessou um primeiro semestre complicado na Fórmula 1 de 2026, depois de começar a temporada como favorito ao título. O britânico, que havia se destacado na pré-temporada, viu a campanha virar uma sequência de oportunidades perdidas.
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A ascensão de Antonelli na Mercedes
O quadro piorou com a ascensão do companheiro de equipe, Andrea Kimi Antonelli, que em sua segunda temporada na F1 assumiu a liderança do campeonato de pilotos. Lewis Hamilton, ex-parceiro de Mercedes, aproveitou a evolução da Ferrari e ocupa a vice-liderança.
Campeão da Fórmula 2 em 2018, Russell estreou na F1 em 2019 pela Williams, equipe já ligada à Mercedes. Ganhou projeção ao substituir Hamilton no GP de Sakhir de 2020: chegou a liderar a prova, mas um erro da equipe no pit stop e um furo de pneu o empurraram para o nono lugar. O primeiro pódio veio no controverso GP da Bélgica de 2021, encerrado com apenas uma volta válida por causa de um forte temporal.
O histórico recente de Russell
Com Hamilton em dificuldade para se adaptar aos regulamentos, Russell se destacou e, em 2022, conquistou a única vitória da Mercedes no ano, fechando o campeonato em quarto, à frente do companheiro, sexto colocado. Em 2023, Hamilton reagiu e terminou em terceiro. Em 2024, Russell voltou a levar a melhor no confronto interno, em sexto, com Hamilton logo atrás.
Com a ida de Hamilton para a Ferrari em 2025, esperava-se que Russell assumisse de vez o protagonismo na Mercedes. O começo de 2026 confirmou a expectativa: ele fez a pole position e venceu o GP da Austrália. A partir daí, porém, os problemas se acumularam.
No GP da China, teve falha na unidade de potência. No Japão, um erro na estratégia de pits o tirou da briga pela vitória, conquistada por Antonelli. Em Miami, terminou em quarto, enquanto Antonelli venceu e ampliou a vantagem. Em Mônaco, foi punido por excesso de velocidade nos boxes. No Canadá, abandonou por falha na bateria. O saldo: 43 pontos de desvantagem para o companheiro de equipe ao fim do primeiro semestre.



