O Comitê Técnico de Árbitros decidiu que cobrir a boca durante uma discussão não será motivo de expulsão nas competições espanholas. A regra apelidada de “Lei Vini Jr” fica de fora da LaLiga, apesar das mudanças inspiradas na Copa de 2026.
A nova temporada de LaLiga traz mudanças na arbitragem inspiradas nas novidades testadas na Copa do Mundo de 2026. Uma delas, porém, não será aplicada no futebol espanhol: o Comitê Técnico de Árbitros (CTA) decidiu que cobrir a boca durante uma conversa com um adversário não gera expulsão.
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A origem da chamada Lei Vini Jr
A medida ficou conhecida como “Lei Vini Jr” em referência ao atacante brasileiro Vinicius Junior, envolvido em um episódio com Gianluca Prestianni, do Benfica. O Mundial adotou a punição, mas a Espanha optou por não seguir.
“Para nós, cobrir a boca não será motivo para cartão vermelho. Não sabemos o que o adversário pode ter dito e consideramos isso injusto e excessivo”, explicou o Comitê Técnico de Árbitros.
O argumento do comitê de arbitragem
O argumento do CTA é que o árbitro não tem como saber o que foi dito em uma conversa que dura poucos segundos e não deixa registro. Expulsar alguém apenas pelo gesto seria, na avaliação do comitê, desproporcional. As regras internacionais permitem a punição, mas cada competição nacional decide se a adota.
Na prática, jogadores de LaLiga seguem podendo cobrir a boca ao falar com adversários sem risco de cartão vermelho — o que não os isenta de punição caso outras infrações sejam identificadas.
Se a “Lei Vini Jr” fica de fora, outras mudanças ganham atenção nesta temporada. O foco do CTA é garantir o fluxo do jogo e coibir manobras para atrasar as partidas. Nas substituições, se o jogador demorar mais de 10 segundos para deixar o campo, o substituto só entra na primeira paralisação após um minuto de jogo efetivo.
Outra alteração atinge quem simula lesão: o atleta terá de deixar o gramado e só poderá voltar um minuto após a paralisação, sem que o jogo precise ser interrompido de novo. A orientação também vale para goleiros. Se o árbitro entender que houve perda de tempo deliberada, o treinador terá 10 segundos para indicar um jogador de linha que deixe o campo; se não o fizer, o capitão sai.
“Se houver suspeita de perda de tempo deliberada, o árbitro poderá iniciar a contagem regressiva de 10 segundos para aplicar as regras”, orienta o comitê.
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