No Morumbi, o time superou o Corinthians e conquistou o Brasileirão Feminino 2026. A conquista rendeu R$ 2 milhões ao clube, R$ 200 mil a mais que em 2025.
Neste sábado, 3, o São Paulo superou o Corinthians no Morumbi e se tornou campeão do Brasileirão Feminino de 2026. A conquista garantiu ao clube tricolor um prêmio recorde e marcou uma decisão de grande repercussão dentro do futebol feminino brasileiro.
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Com o título, as Soberanas arrecadaram R$ 2 milhões — um aumento de R$ 200 mil em relação ao prêmio do ano passado. As vices, as Brabas, receberam R$ 1 milhão, valor R$ 100 mil superior ao pago em 2025. Além disso, cada uma das 18 equipes que participaram desta edição também levou R$ 720 mil, com um adicional de R$ 20 mil por transmissão de jogo em rede nacional.
O jogo-final no Morumbi também registrou um número histórico de público. A decisão entre São Paulo e Corinthians teve 49.405 torcedores presentes, maior público da história de um jogo de futebol feminino entre clubes na América do Sul.
ÉÉÉÉÉ, CAMPEÃÃÃÃÃO! 🏆⁰⁰No MorumBIS lotado, o São Paulo superou o Corinthians e conquistou o Brasileirão Feminino de 2026!⁰⁰COMEMORA, TORCIDA TRICOLOR!⁰⁰#EssaHistóriaÉFeitaPorNós⁰#FutebolFemininoTricolor⁰#VamosSãoPaulo 🇾🇪 pic.twitter.com/3PaknJ1O68
Publicação da conta São Paulo Feminino (@SaoPauloFC_Fem) em rede social durante a comemoração do título.
A vitória das Soberanas marca o fim da hegemonia das Brabas no torneio, que buscavam o hepta consecutivo e o octa no geral. O desfecho representa, para a competição, uma mudança de ciclo após anos de domínio por parte do Corinthians.
Questionamentos sobre a contagem de títulos acompanham a celebração. Com três finais no currículo, o São Paulo se considera o primeiro campeão da competição, devido ao título conquistado em 1997, no I Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, organizado oficialmente pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O torneio que sucedeu a Taça Brasil de Futebol Feminino foi disputado entre 1997 e 2000. Vasco foi campeão em 1998, Portuguesa em 1999 e Santa Isabel em 2000. O Brasileirão feminino voltou a ser disputado apenas em 2013, após uma parceria entre a CBF e a Caixa Econômica Federal para organizar o campeonato.
Oficialmente, a entidade considera os títulos brasileiros a partir da edição retomada em 2013, o que mantém debate sobre a contabilização dos títulos anteriores. Em campo, no entanto, o título de 2026 ficará registrado pela conquista tricolor, pelos valores financeiros distribuídos e pelo público recorde alcançado na decisão.

