Wayne Rooney admitiu que o abuso de álcool quase encerrou sua carreira e, possivelmente, sua vida. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (24), o ex-atacante do Manchester United afirmou que o apoio de sua esposa, Coleen, foi decisivo para superar o vício.
Rooney contou que os problemas começaram ainda na adolescência, quando já conciliava a paixão pelo futebol com a vida noturna. “Quando eu tinha 17 anos, Coleen já me entendia. Ela sabia que eu era obstinado pelo futebol, mas também gostava de sair”, relatou. Segundo ele, a companheira “controlou” os excessos antes que a situação saísse do controle.
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O ex-camisa 10 da seleção inglesa descreveu artifícios usados para mascarar a bebida. Ele recorria a chicletes e colírio antes dos treinos no Manchester United para tentar esconder noites de consumo prolongado. “Bebia dois dias seguidos, ia treinar, marcava dois gols no fim de semana e voltava a beber”, resumiu.
Sustentado pelo bom desempenho em campo, Rooney disse que evitava pedir ajuda por receio de sobrecarregar familiares e amigos. “Achava que não podia recorrer a ninguém”, afirmou.
Hoje com passagem recente como técnico do Plymouth Argyle, o maior artilheiro da história do Manchester United destacou que a presença constante de Coleen foi fundamental na reabilitação. “Se não fosse ela, eu estaria morto”, confessou.
A entrevista reforça que, apesar dos problemas fora de campo, o atacante manteve alto rendimento esportivo e encontrou na família o suporte necessário para enfrentar o alcoolismo.

