Adversário do Palmeiras nesta quarta-feira, 17, pelas quartas de final da Libertadores, o River Plate adotou postura agressiva no mercado e, até o momento, lidera os gastos entre os clubes argentinos em 2025. A equipe dirigida por Marcelo Gallardo desembolsou 52,5 milhões de euros (R$ 329,5 milhões) em contratações, valor que supera o investimento do Flamengo na temporada.
Entre os reforços mais caros do clube de Núñez estão o volante Kevin Castaño, adquirido por R$ 79 milhões, o centroavante Sebastián Driussi, por R$ 61 milhões, e o também atacante Maximiliano Salas, por R$ 50,36 milhões. Muitos desses atletas chegaram com foco na disputa do Mundial de Clubes, que ocorre nos Estados Unidos.
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No Brasil, o Flamengo foi quem mais gastou até agora, mas ficou abaixo dos argentinos: foram R$ 277 milhões em reforços, com nomes como Samuel Lino, Emerson Royal e Saúl, logo no primeiro ano da gestão de Luiz Eduardo Baptista, o Bap.
A postura do River contrasta com a realidade da maioria das equipes argentinas, que enfrentam dificuldade financeira em meio à crise econômica do governo Javier Milei. Fora o River, apenas o Boca Juniors aparece com gastos expressivos, somando 34 milhões de euros (R$ 217,2 milhões) em reforços. Nos demais clubes do país, prevalecem aquisições de baixo custo ou atletas livres no mercado.
A capacidade de investimento do River foi impulsionada pela venda da promessa Franco Mastantuono ao Real Madrid por 63,2 milhões de euros (R$ 396,5 milhões). Mesmo assim, o valor total aplicado em contratações ainda fica atrás dos rivais brasileiros Palmeiras e Botafogo, que colocaram, respectivamente, R$ 702 milhões e R$ 665 milhões em reforços nesta temporada.
Nenhuma contratação dos argentinos alcançou os números desembolsados pelo Palmeiras em Vitor Roque (R$ 155 milhões) e Paulinho (R$ 114 milhões). A presidente palmeirense Leila Pereira também fechou, no mês passado, a chegada de Andreas Pereira, do Fulham, por R$ 63 milhões, atleta que pode estrear justamente no duelo contra o River, no Monumental de Núñez.
Com o mercado ainda aberto, o River Plate mantém a política de investir alto para brigar por títulos internacionais, mesmo em cenário econômico adverso no futebol argentino.


