Messi se despede nesta terça contra o Benim e deixa um vácuo técnico e simbólico. A Argentina já promove jovens e agora decide quem carregará a camisa 10 enquanto reconstrói lideranças.
Buenos Aires respira Messi às vésperas de sua despedida da seleção. Lionel Messi vai se despedir da Argentina contra o Benim, nesta terça-feira, no Monumental de Núñez, e deixará um vácuo que vai muito além do número 10. A partir da despedida do craque, a seleção terá de descobrir como jogar, se reorganizar e construir novas lideranças sem um dos maiores jogadores da sua história.
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O processo de renovação já começou: jovens ganharam espaço e referências do último ciclo deixaram de ser intocáveis. No centro dessa transformação está a questão simbólica sobre quem assumirá o peso da camisa 10. Nos dois amistosos mais recentes, a camisa esteve vazia, em respeito a Messi.
Um nome aparece com força: Nico Paz. Aos 22 anos, o meia é tratado como uma das principais peças da nova geração argentina e figura entre os candidatos a receber o número. Nico Paz chega à disputa respaldado pelo desempenho na Itália: foi eleito melhor jovem da Serie A na temporada 2025/26, na qual marcou 13 gols, deu sete assistências e entrou na seleção ideal da competição.
Tudo indica que a camisa número 10 vai ser de Nico Paz. Acho que, possivelmente, toda essa renovação vai estar muito centrada em jogadores como Nico Paz. Vai ser, seguramente, a oportunidade dele, pelo menos do ponto de vista futebolístico. Não falo de uma liderança nesse sentido. Vamos ver como funciona, mas acho que é um jogador de quem a comissão técnica gosta muito.
Franco Mastantuono também aparece entre os jovens cotados para herdar a 10. Há ainda quem defenda que a camisa não seja entregue imediatamente a um sucessor definitivo, como parte da discussão sobre o início da era pós-Messi.
Que pergunta difícil! A verdade é que começa agora um processo em que quem vestir a camisa 10 será comparado com Messi o tempo todo. Na minha opinião, acho que seria um desafio incrível para Nico Paz. É jovem, tem muito a aprender, e ter esse parâmetro de comparação vai fazer com que ele se esforce em dobro.
Você pode gostarPatrocinado · MGIDA renovação supera a simples escolha de um número. A ausência de Messi altera também a hierarquia dentro do elenco: Cuti Romero passa a ocupar o posto de capitão neste novo momento, enquanto o treinador abre espaço para uma geração mais jovem. Scaloni voltará a encarar a tarefa de reconstruir uma base que funcione sem depender de um único protagonista.
Alejandro Wall lembra a fase em que Scaloni assumiu inicialmente como interino, em 2018, quando o trabalho teve foco em formar novos jogadores para a seleção. Nesse contexto, Wall recorda uma frase repetida por Scaloni naquele início de trabalho:
Sem importar se somos nós ou o treinador que vier.
O desfecho da transição terá influência direta em decisões administrativas e técnicas. O contrato de Scaloni termina em dezembro e a associação de futebol iniciou conversas para discutir a renovação, mas ainda não há novo acordo anunciado. Ingressos para a despedida de Messi estão esgotados, e a definição sobre o treinador será decisiva para entender até onde irá o processo de renovação e quem terá responsabilidade para construir as futuras referências da equipe.
Rodrigo De Paul não foi convocado para estes amistosos; ele vai estar na despedida de Messi, mas não foi chamado para as partidas preparatórias. A seleção inicia assim uma nova etapa, com a seleção de jovens jogadores e a responsabilidade de transformar símbolos em novos líderes.



