A entrada recorrente do atacante japonês Ryuta Takahashi no terço final das partidas tem gerado alerta dentro do Guarani. Comandado por Matheus Costa, o time vem utilizando o jogador para segurar a bola e, teoricamente, administrar vantagem no placar. No entanto, o excesso de dribles e a insistência em sofrer faltas podem colocar a equipe em risco.
Takahashi costuma reter a posse por tempo prolongado, atraindo marcações duras e arrancando aplausos da torcida bugrina. O estilo lembra as brincadeiras de “gol a gol” nas ruas, nas quais dois participantes tentavam vencer em pequenos espaços, e foi comparado pelo colunista Ariovaldo Izac a lances característicos de Garrincha.
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A preocupação interna é que, diante de adversários mais truculentos, a postura possa ser interpretada como provocação, aumentando a chance de faltas violentas contra o atacante, que tem porte físico considerado franzino. Além disso, a condução excessiva da bola pode comprometer o jogo coletivo e diminuir a eficiência do contra-ataque.
Referência no futebol campineiro, o saudoso técnico Zé Duarte costumava recomendar jogadas de avanço rápido: tabelas, infiltrações e finalizações. Segundo o raciocínio aplicado ao contexto atual, Takahashi poderia usar sua agilidade para progredir em direção ao gol em vez de apenas prender a bola.
Apesar do debate, Takahashi recebeu recentemente um novo contrato com o Guarani, sinal de confiança do clube em seu potencial. Resta saber até que ponto o estilo do atacante continuará sendo visto como trunfo ou passará a ser considerado problema em jogos decisivos.

