Os carros da Formula 1 entram no grid cobertos por logotipos, mas cada espaço ali é negociado de forma extremamente estratégica.
O patrocínio na categoria é considerado um dos mais disputados do esporte mundial, com valores que variam de cerca de US$ 1 milhão a mais de US$ 70 milhões por temporada, podendo ultrapassar US$ 100 milhões, dependendo da equipe, da área ocupada no carro e dos direitos incluídos no contrato.
📖 Leia Também
Ou seja, o logotipo não fica visível apenas durante as corridas de domingo. A marca ganha exposição recorrente ao longo de todo o ano, aparecendo em transmissões globais, redes sociais, entrevistas, eventos e materiais promocionais das equipes.
Existe também o modelo chamado “single-race sponsorship” — patrocínio válido para apenas uma corrida. Nesse caso, os valores começam em torno de US$ 500 mil. Esse formato costuma ser utilizado por empresas que desejam ativar a marca em um mercado específico durante uma etapa local, sem assumir o investimento de uma temporada completa.
De acordo com dados divulgados pela BoxBox Club, o valor de cada espaço do carro varia conforme a visibilidade nas transmissões e a relevância do local no layout do veículo, como:
- Sidepod (laterais) – uma das áreas mais caras e visíveis
- Aerofólio traseiro – destaque nas imagens das ultrapassagens
- Asa dianteira – visível em câmeras frontais
- Airbox (entrada de ar acima do piloto) – grande exposição em tomadas aéreas
- Halo e bico do carro – espaços menores, porém estratégicos
A Fórmula 1 é transmitida para centenas de países, o que transforma cada centímetro do carro em um ativo publicitário de alto valor — motivo pelo qual grandes marcas globais disputam espaço nas máquinas mais rápidas do planeta.
