No Moisés Lucarelli, a Macaca abriu o placar, mas cedeu o empate por 1 a 1 diante do Athletic. É a 14ª partida seguida sem triunfo, reflexo de falhas individuais e escolhas equivocadas.
A Ponte Preta já não perde apenas para os adversários, mas também para os próprios erros. No último jogo diante do Athletic, a Macaca repetiu um roteiro conhecido na temporada, em que fez um primeiro tempo competitivo, saiu na frente e criou oportunidades para ampliar, mas deixou o jogo escapar por escolhas equivocadas e falhas individuais.
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O empate por 1 a 1, ocorrido em um Moisés Lucarelli vazio, levou o clube a um 14º jogo consecutivo sem vitória, igualando o recorde negativo do ABC como a maior sequência sem triunfos da história da Série B.
Dentro das limitações técnicas do elenco, a equipe de Márcio Zanardi teve um dos melhores primeiros tempos desde sua chegada. Elvis encontrou Léo Gomes com um passe preciso, e o volante abriu o placar ao vencer Luan Polli. A Ponte ainda criou outras oportunidades para construir uma vantagem mais confortável, mas voltou a esbarrar em um velho problema: a incapacidade de transformar bons momentos em tranquilidade no placar.
Esse cenário mostra um time que venceu apenas três das 30 partidas disputadas na temporada. A falta de qualidade é evidente, mas a escassez de confiança também pesa. Quando teve o jogo nas mãos, a Ponte não soube administrá-lo.
No segundo tempo, o time recuou cada vez mais, abriu mão da posse de bola e deixou o Athletic crescer. Este cenário se tornou rotina em 2026: defender próximo da própria área, esperando o relógio correr. Foi nesse contexto que o maior problema técnico da equipe se manifestou: o sistema defensivo.
Em uma jogada discutível, Sergio Palacios cometeu um contato dentro da área, oferecendo ao árbitro a oportunidade de marcar um pênalti evitável. Esse foi mais um erro defensivo que custou pontos à Ponte Preta.
Os números ajudam a explicar a gravidade da situação. A Ponte sofreu 39 gols em 20 jogos na Série B e, no ano, já são 54 gols em 30 partidas, colocando a defesa entre as piores da história recente do clube. Essa deficiência não surgiu por acaso.
Os atrasos salariais, os transfer bans, a saída de jogadores e as dívidas são reflexos da gestão comandada por Luiz Torrano. A montagem de um elenco incapaz de competir de maneira consistente é responsabilidade do vice-presidente Marco Antônio Eberlin e do coordenador de futebol João Brigatti.
Márcio Zanardi tenta reconstruir uma equipe emocionalmente abalada enquanto aguarda soluções fora de campo para tornar o trabalho viável dentro dele. Embora em alguns momentos, como no primeiro tempo contra o Athletic, tenha mostrado evolução, a Ponte continua encontrando formas de desperdiçar qualquer sinal de recuperação.
A cada rodada sem vitória, a equipe não luta apenas contra o rebaixamento, mas acrescenta mais um capítulo a uma das temporadas mais constrangedoras de sua história.



