O ex-atleta de 58 anos diz que o pagamento questionado foi apenas um reembolso. A Grand Slam Track, criada em 2024 com capital inicial de US$ 30 milhões, enfrenta dívidas com atletas e sérias dificuldades financeiras.
O ex-atleta Michael Johnson, detentor de quatro medalhas olímpicas de ouro, está enfrentando uma situação desafiadora fora das pistas. Aos 58 anos, ele é acusado de desviar US$ 500 mil (aproximadamente R$ 2,5 milhões) da Grand Slam Track, uma liga de atletismo que fundou em 2024 e que reúne grandes nomes do esporte.
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Recentemente, Johnson anunciou o cancelamento da próxima edição de seu evento de atletismo até que as dívidas com os atletas sejam quitadas. A Grand Slam Track, que foi criada com um capital inicial de US$ 30 milhões (cerca de R$ 180 milhões), enfrenta sérias dificuldades financeiras e atualmente possui menos de US$ 50 mil (aproximadamente R$ 300 mil) em caixa.
Em entrevista ao “Daily Telegraph”, publicada neste sábado (08), Johnson se defendeu das acusações, esclarecendo que o valor que pagou a si mesmo antes do colapso do evento se tratava de um “reembolso”. Ele explicou que o cartão de crédito da organização atingiu o limite devido a problemas de fluxo de caixa. Com 96 atletas e seus acompanhantes para transportar em um voo de Miami para a Filadélfia, além de precisar acomodar 170 pessoas em hotéis nas duas cidades, o ex-atleta instruiu sua equipe a utilizar seu cartão de crédito pessoal, com a promessa de que seria reembolsado posteriormente.
“O nosso cartão de crédito atingiu o limite no Grand Slam Track, pois enfrentávamos problemas expressivos de fluxo de caixa. Emprestei dois milhões de dólares à empresa para garantir que cuidássemos dos atletas. Abri mão do meu próprio salário”, declarou Johnson.
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O pedido de recuperação judicial da Grand Slam Track foi apresentado a um tribunal de falências em Delaware, onde a organização informou ter de 200 a 999 credores e dívidas que variam entre US$ 10 milhões e US$ 50 milhões (de R$ 60 milhões a R$ 300 milhões).

