Álvarez, ausente desde quarta, treinou neste domingo com os reservas sob o olhar de Diego Simeone. Marca e AS relatam treinos à parte e falta por 'indisposição', aumentando a incerteza sobre seu futuro.
O atacante Julián Álvarez voltou a treinar com o elenco do Atlético de Madrid neste domingo. O argentino compareceu ao centro de treinamento do clube e participou de um trabalho ao lado dos jogadores que não foram titulares na vitória sobre o Sevilla, sob os olhares do técnico Diego Simeone. Segundo a cobertura, o camisa não treinava com o grupo desde quarta-feira, num momento de tensão gerado pela indefinição sobre seu futuro.
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O que dizem os jornais espanhóis
De acordo com os jornais Marca e As, Julián realizou atividades à parte na quarta e na quinta-feira. Na sexta-feira, nem mesmo treinou, sob alegação de indisposição. No sábado, o Atlético entrou em campo e venceu o Sevilla sem o atacante relacionado para a partida.
O impasse sobre a situação contratual do jogador aumentou as especulações nos últimos dias. Julián já deixou claro ao Atlético de Madrid que gostaria de deixar o clube para ir ao Barcelona, mas o time de Madri recusou-se a negociar com o rival. O Arsenal também surgiu como interessado no argentino, que tem apenas até a próxima terça-feira, quando fecham a janela de transferências nas principais ligas da Europa, para resolver seu futuro.
O clima tenso em torno do jogador
O clima em volta do jogador tem sido tenso com episódios públicos de vaias: ele foi vaiado pela torcida do Metropolitano na apresentação do elenco para a temporada 26/27 diante do Málaga e também foi alvo de vaias ao ser substituído no empate por 2 a 2 com o Villarreal, ambos jogos do Campeonato Espanhol.
Na quinta-feira, Miguel Ángel Gil Marín, CEO do Atlético de Madrid, comentou a situação do atleta, avaliando o estado emocional e profissional de Julián diante dos acontecimentos.
“Julián está realmente mal. Houve pessoas que se encarregaram de enganá-lo e confundi-lo. Lamento muito, porque o conheço. É uma grande pessoa, um grande profissional e um grande jogador, completamente confuso e passando agora por uma situação muito difícil no aspecto pessoal e profissional”
Você pode gostarPatrocinado · MGIDJulián Álvarez chegou ao Atlético em 2024, contratado junto ao Manchester City, e rapidamente se tornou uma das principais referências da equipe. A tensão com o clube começou ainda durante a Copa do Mundo, quando o atacante defendia a seleção argentina.
O jogador declarou publicamente o desejo de se transferir ao Barcelona para realizar um “sonho”. O clube catalão apresentou uma proposta de cerca de 100 milhões de euros (aproximadamente R$ 580 milhões), que foi recusada pelo Atlético. Além do Barcelona, Real Madrid e Paris Saint-Germain também demonstraram interesse: houve oferta de 150 milhões de euros (cerca de R$ 855 milhões) do Real Madrid.
O Atlético se posicionou oficialmente por meio de Miguel Ángel Gil Marín, afirmando que não tinha interesse em vender e que considerava o atacante como peça ideal para a equipe. Em comunicado, o clube informou que seu Conselho de Administração apoiou por unanimidade a decisão de não abrir conversas com o Barcelona. A diretoria alegou falta de ética e profissionalismo na condução do interesse pelo jogador e declarou que não houve e não haverá negociação entre os clubes pela transferência do atacante.
Enquanto a janela permanece aberta até a próxima terça-feira, o retorno de Julián ao treinamento com o grupo neste domingo marca mais um capítulo num impasse que segue sem definição.


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