Julián Álvarez deixou o Metropolitano sozinho após ser vaiado antes, durante e após o empate com o Villarreal. Diego Simeone afirmou que foi decisão do clube separá-lo dos companheiros na saída para o vestiário.
Julián Álvarez passou uma tarde para esquecer no estádio Metropolitano, neste domingo. Vaiado antes, durante e depois do empate entre Atlético de Madrid e Villarreal, o atacante deixou o gramado sozinho, enquanto os demais jogadores agradeceram o apoio da torcida.
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Em entrevista coletiva, o técnico Diego Simeone explicou que a atitude teve origem em decisão do clube e não partiu do jogador. Segundo a declaração na sala de imprensa, a diretoria optou por separar Álvarez dos demais atletas na saída para o vestiário.
“O clube decidiu que Julián não se aproxime com seus companheiros para cumprimentar os torcedores. A decisão não foi de Julián Álvarez, foi do clube, que decidiu separá-lo e afastá-lo para que vá em direção ao vestiário”.
O episódio teve como pano de fundo o desejo público do argentino de deixar a equipe. Álvarez manifestou durante a Copa do Mundo o interesse em se transferir para o Barcelona, fato que gerou desgaste com a diretoria.
O atacante começou a partida no banco de reservas e recebeu forte vaias quando o telão anunciou seu nome durante o aquecimento. Entrou em campo aos 20 minutos do segundo tempo e voltou a ser hostilizado a cada toque na bola, com atuação discreta até o apito final.
O clima entre jogador e clube já vinha se deteriorando. Em março, Álvarez havia externado a intenção de sair antes do fim da última temporada; na sequência, a diretoria pediu que o atacante encontrasse um clube disposto a pagar a multa rescisória de 150 milhões de euros (R$ 900 milhões).
Em junho, houve oferta formal do Real Madrid dentro do valor exigido, mas a negociação esfriou. Posteriormente, o interesse do Barcelona voltou a aparecer e Álvarez reiterou durante a Copa o desejo de atuar pelo clube catalão. Segundo a imprensa espanhola, o clube aceitou fechar negócio com o Arsenal na última quinta-feira, mas o atacante recusou e confirmou preferência pelo Barcelona, de acordo com o jornal catalão “Mundo Deportivo”.
Nos treinos, Álvarez vinha participando normalmente, porém com distância perceptível em relação a Simeone, nome considerado importante para a sua chegada ao clube em 2024. Na semana de início do Espanhol, Simeone evitou críticas diretas ao jogador.
“É muito difícil dizer como se sente o outro, porque eu não sou o outro. Ele está treinando da melhor maneira, respeitando seus companheiros”.
Nos bastidores, o relacionamento entre a direção e o estafe do jogador também azedou. O empresário Fernando Hidalgo afirmou nas redes sociais uma reação dura às declarações da diretoria.
“Nunca pergunte a um mentiroso por que mentiu. Para se explicar, ele terá que mentir de novo”.
O episódio no Metropolitano reforçou as tensões públicas e internas envolvendo o atacante, a diretoria e o futuro do jogador no clube.


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