Apresentado pelo Atlético-MG, Fred encerra 13 anos no exterior e volta ao futebol brasileiro. Revelado no futsal de Venda Nova, o meia chega após carreira longa e reencontra clubes que marcaram sua trajetória.
Fred foi apresentado como reforço do Atlético-MG, encerrando um ciclo de 13 anos no exterior e voltando ao futebol brasileiro. O meia pode fazer sua estreia justamente em um confronto com peso simbólico: Atlético-MG x Internacional, no Beira-Rio, às 18h30 (de Brasília), duelo que reúne clubes importantes em sua trajetória e que protagonizaram uma disputa pelo jogador há 19 anos.
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O início da história do jogador em BH
A história do jogador começou no bairro Venda Nova, em Belo Horizonte, no futsal e nas peladas de rua. Ainda jovem, Fred — chamado de Fredin na infância — integrou as categorias de base do Atlético-MG após se destacar no futsal, a oportunidade de defender o time do coração.
O ex-técnico que o acompanhou na base recordou o início da formação e a transição do futsal para o campo, descrevendo a estreia decisiva em um jogo pelo Metropolitano, quando o time virou um placar adverso após a entrada do jovem atleta.
O encontro no futsal escolar
“Nos encontramos em um colégio de Belo Horizonte. No futsal, era uma das equipes mais fortes de Minas Gerais, do Brasil. Ele já jogava futebol de campo no Atlético. Pela noite, treinava conosco. Não demorou para ele conquistar o seu espaço.”
O relato ressalta que, inicialmente, Fred atuava como ala-esquerdo e destacava-se pelo uso de ambas as pernas. O perfil técnico chamou atenção desde cedo, mesmo sendo considerado magrinho para os padrões físicos.
“Fred era um ala-esquerdo, que sempre teve qualidade com as duas pernas. Ele puxava muito para dentro da quadra. Lembro da estreia do Fred. Um jogo contra o Atlético pelo Metropolitano. Estávamos perdendo por 5 a 1. Ele entrou no segundo tempo e transformou a equipe. Conseguimos uma virada enorme.”
Quando se aproximava dos 16 anos — idade mínima para assinar contrato profissional na época — o jogador deixou de frequentar o dia a dia do clube. A ausência de instrumentos legais que protegessem o clube formador limitou a capacidade do Atlético de segurar o atleta.
“Seis meses antes de o jogador completar 16 anos, a gente chamou o pai para conversar sobre um contrato. Chamei o pai dele para fazer uma proposta. Nessa conversa, eu já senti que ele teria acertado com algum clube. Só não sabia qual era.”
O encaminhamento do jovem culminou com ida ao Internacional, por meio de um acerto que envolveu o time de Assis, ex-jogador e irmão de Ronaldinho Gaúcho. O Atlético-MG tentou reagir, inclusive com contato direto ao presidente da época, mas não conseguiu igualar a saída.
“Na época, ficamos super magoados. O presidente mandou pegar todos os jogadores bons do Inter. Deu vontade? Deu. Agora, era o certo? Ou o certo era criar um movimento para proteger todos os clubes?”
Naquele período não existia o contrato de formação para jogadores abaixo de 16 anos; a medida que regula o vínculo desses atletas só foi sancionada em 2011. Desde então, o clube formador ganhou proteção adicional, com possibilidade de igualar propostas e prioridade para apresentar contrato profissional.
Apresentado pelo Atlético em seu retorno, Fred comentou a passagem pela base e a carreira construída após a saída.
“Foi um momento em que tinham outras pessoas que trabalhavam dentro do Atlético que realmente não valorizavam, mas sou daqui de Belo Horizonte, estava na base, não queria sair, mas infelizmente não deu para ficar.”
“Tive uma carreira de muito sucesso, uma decisão boa de ir para o Inter. Foi um clube que eu respeito muito, me acolheu. Sou muito grato ao Inter. Me acolheu, me abraçou, virei profissional lá.”
Ainda não se sabe se Fred estará em campo no domingo: o jogador já saiu no BID, mas sua presença na delegação alvinegra não é certa. Em sua passagem pelo clube anteriormente, pelo profissional do Atlético, disputou 55 jogos, marcou oito gols e deu seis assistências.


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