A temporada 2026 da Fórmula 1 começa em 8 de março, em Melbourne, sob o regulamento mais abrangente da última década. Os primeiros sinais apareceram nos testes de pré-temporada encerrados há uma semana no Bahrein, onde Ferrari, Mercedes, McLaren e Red Bull mostraram caminhos distintos para se adaptar às mudanças técnicas.
Leclerc lidera a tabela; Mercedes completa mais de 4 mil voltas
Charles Leclerc cravou o melhor tempo nas sessões finais no circuito de Sakhir, resultado que indica avanço técnico da Ferrari em relação a 2025, ano em que o time ficou atrás de McLaren e Red Bull. O monegasco ainda se mostrou mais rápido que o novo companheiro, o heptacampeão Lewis Hamilton.
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Na Mercedes, George Russell liderou um extenso programa de confiabilidade: a equipe percorreu mais de 4 000 voltas e terminou consistentemente entre os quatro primeiros. Os tempos do britânico ficaram próximos aos de Lando Norris, da McLaren, piloto que manteve o carro laranja entre os três mais velozes em todos os treinos.
Atual vice-campeão, Max Verstappen registrou o terceiro melhor tempo no último dia, porém mais de um segundo atrás da Ferrari. A Red Bull, contudo, tem histórico de esconder performance antes do início oficial do campeonato.
Carros menores, 30 kg mais leves e Active Aero no lugar do DRS
Para reduzir arrasto e facilitar ultrapassagens, a FIA encurtou largura e entre-eixos dos monopostos, além de adotar pneus mais estreitos, novo assoalho e difusor. O pacote tirou cerca de 30 kg em relação a 2025 e promete valorizar o talento do piloto em curvas estreitas.
Em 2026 desaparece o DRS. No lugar dele entra o Active Aero, sistema que permite ao piloto ajustar asas dianteira e traseira dentro do cockpit. Os pontos de uso e os níveis de regulagem terão posições predefinidas e fiscalização direta da federação. A eficiência do recurso dependerá da energia disponível na bateria.
Motor híbrido sem MGU-H e bateria com papel maior
A unidade de potência mantém cerca de 1 000 cavalos, mas metade dessa energia passa a vir exclusivamente do MGU-K, já que o MGU-H foi abolido. A recarga da bateria dependerá de frenagens, elevando a importância do gerenciamento energético em circuitos de longas retas, como Monza, Azerbaijão e Spa-Francorchamps.
Combustível passa a ser 100% sustentável
A partir deste ano todas as equipes devem usar combustível de origem não fóssil: biomassa, lixo orgânico, sintético ou produzido pela combinação de CO2 capturado com hidrogênio verde. A eficiência de queima poderá alterar a hierarquia entre fabricantes ao longo das 24 etapas.
Favoritos mantêm status, mas cenário segue aberto
Norris, Piastri, Verstappen, Russell, Leclerc e Hamilton largam como principais candidatos, segundo o desempenho nos testes. Entretanto, a quantidade de variáveis técnicas abre espaço para surpresas, enquanto novatas como Cadillac e projetos em fase de evolução, caso da Audi do brasileiro Gabriel Bortoleto, buscam explorar eventuais brechas regulamentares.
Com a largada marcada para 8 de março, em Albert Park, a temporada 2026 promete mostrar já na primeira curva se as mudanças transformarão a exceção em nova regra no Mundial de Fórmula 1.
