Com 24 anos e ex-Fluminense, Felipe Andrade se firmou no Houston Dynamo desde 2025. Segundo o jogador, vive o melhor momento: lidera em desarmes por jogo, é 2º em interceptações e tem a maior velocidade do time.
Felipe Andrade, ex-jogador do Fluminense e atualmente com 24 anos no Houston Dynamo, da MLS, tem se destacado na temporada. O defensor passou por adaptação nos Estados Unidos após deixar o futebol brasileiro em 2025 e, desde então, vem se firmando como titular absoluto da equipe.
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No clube norte-americano, Felipe aparece entre os principais nomes em estatísticas defensivas: é o jogador com mais desarmes por jogo no Houston Dynamo, ocupa a segunda posição em interceptações por partida e registrou a maior velocidade entre os atletas do time. Na avaliação do próprio jogador, esse é o melhor momento da carreira.
“Estou muito feliz, muito feliz com esse momento e por ter atingido esses número. Eu acho que é (o melhor momento da carreira). É o trabalho sendo sendo recompensado. Eu acho que trabalho muito forte durante os treinos para poder estar atingindo esses esses números. Ficamos cinco jogos sem tomar gol, a gente bateu o recorde do clube.”
A polivalência do atleta foi destacada como fator decisivo para sua adaptação: desde que chegou, Felipe atuou nas posições de lateral-esquerdo, lateral-direito e zagueiro. O repertório tático remonta aos tempos de formação no Fluminense, sob o comando de treinadores do clube, quando teve oportunidade de atuar também como volante.
“Esse ‘feito’ de poder jogar em várias funções vem desde quando eu morava no interior do Ceará e brincava com meus amigos. Fazia várias funções. Quando fui pro Fluminense, comecei a jogar com Diniz e Marcão e também fiz outras funções. Consigo me adaptar bastante. Joguei com o Diniz e com o Marcão como volante, no Carioca. Querendo ou não isso me ajuda.”
Emprestado pelo Fluminense ao time B do Dynamo em 2025, Felipe rapidamente ganhou oportunidades no elenco profissional. Pelo desempenho, o clube norte-americano exerceu o direito de compra e o efetivou em definitivo. Mesmo com a consolidação no campo, o jogador reconhece dificuldades fora das quatro linhas: a distância da família e a adaptação à alimentação foram apontadas como os principais desafios.
O vínculo afetivo com o Fluminense permanece, segundo o jogador, que acompanha os jogos do clube apesar das diferenças de horário e da rotina de treinos e viagens.
“O coração aqui é tricolor ainda (risos). Ainda estou acompanhando a maioria dos jogos. Às vezes por causa do horário, que é totalmente diferente, não consigo. Às vezes eu estou treinando, às vezes estou viajando para jogos, mas eu tento acompanhar o máximo possível.”
Você pode gostarPatrocinado · MGIDFelipe elogiou a efetivação de Marcão no comando do Fluminense e ressaltou o papel do treinador em sua carreira.
“Eu fiquei muito feliz pelo Marcão. É um grande treinador e um grande amigo dos atletas, acho que isso é um ponto importante na função. Fiquei feliz por ele ter essa oportunidade, é um cara que me deu bastante moral e vou levar para a vida toda. Desejo todo sucesso. É um cara que vai crescer ali no Fluminense.”
Sobre o estilo de jogo na MLS, o defensor comparou as competições: considerou o futebol brasileiro mais técnico e cadenciado, enquanto a liga norte-americana é mais física e exige maior intensidade e deslocamento. Felipe também avaliou o crescimento da MLS e projetou evolução com a chegada de jogadores de maior expressão.
“A liga está crescendo cada vez mais, né? Muitos jogadores estão vindo pra cá. Acho que vai evoluir bastante ainda. Acho que a vinda de jogadores grandes vai dar um ‘gás’ na liga. Eu acho importante para o futebol.”
Quanto às metas do Houston Dynamo, Felipe destacou foco no coletivo e objetivos passo a passo: classificação entre os primeiros e disputar os playoffs. Ele reafirmou ambições pessoais elevadas, incluindo fazer história no clube e o sonho de representar a seleção brasileira.
“Cara, eu sonho alto, sabe? Almejo evoluir aqui. Fazer grandes jogos, ser campeão, fazer história no clube. Acho que é um objetivo pessoal meu. E também sonho com a seleção brasileira, como todo atleta. Pra mim o maior feito para um atleta é chegar na Seleção, ser campeão e representar o país.”


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