Charles Leclerc encerrou a etapa de abertura da temporada 2026 da Fórmula 1 no terceiro lugar, depois de liderar as primeiras voltas do Grande Prêmio da Austrália e travar duelo direto com os dois carros da Mercedes. O monegasco assumiu a ponta logo na largada, porém perdeu terreno ao longo da prova e só voltou ao pódio graças ao abandono de Isack Hadjar.
A Ferrari chegou a vislumbrar uma possível dobradinha, que renderia a Lewis Hamilton seu primeiro top 3 pela equipe italiana. O plano, entretanto, foi comprometido por decisões nos boxes: o time optou por não trocar pneus durante a primeira bandeira amarela e, na segunda intervenção, o pit lane foi fechado porque o carro de Valtteri Bottas parou próximo à entrada.
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Após a corrida, Leclerc avaliou que, mesmo com outra estratégia, a vitória continuaria fora de alcance. Segundo ele, a Mercedes apresentou ritmo superior ao longo de toda a distância.
“Mesmo sem os dois períodos de safety car virtual, não acredito que conseguiríamos vencer. A Mercedes parecia um pouco mais rápida”, afirmou o piloto. “A diferença não foi tão grande quanto no sábado, o que é positivo, mas ainda não o bastante para brigar pela primeira posição.”
Ultrapassagens continuam desafio
O monegasco também ressaltou as dificuldades de ultrapassagem, resultantes das novas configurações de gerenciamento de energia estreantes neste campeonato.
“Ninguém sabia ao certo como seriam as disputas ou o consumo da bateria. Na reta, é imprevisível quando o sistema elétrico entra em ação, o que gera variações grandes de velocidade nos momentos de defesa”, explicou. “Foi uma corrida desafiadora, mas liderar o início foi divertido. No fim, o máximo que tínhamos era o terceiro lugar.”


