O segundo jogo da final da Copa do Brasil, neste domingo (21), às 18h, no Maracanã, coloca frente a frente Corinthians e Vasco após o 0 a 0 da ida. Além do troféu, a partida representa uma oportunidade de redenção para os técnicos Dorival Júnior e Fernando Diniz, que tiveram passagens recentes e pouco produtivas pela Seleção Brasileira.
Dorival Júnior
Contratado pela CBF em janeiro de 2024, Dorival assumiu a seleção credenciado pelos títulos conquistados no São Paulo (Copa do Brasil) e no Flamengo (Copa do Brasil e Libertadores). Em 14 meses, porém, a equipe não deslanchou: foi eliminada nas quartas de final da Copa América pelo Uruguai e correu risco nas Eliminatórias. A demissão ocorreu em 28 de março deste ano, três dias depois da derrota por 4 a 1 para a Argentina, em Buenos Aires.
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Ao todo, foram 16 jogos no comando nacional, com sete vitórias, sete empates e duas derrotas, desempenho de 58%. O sucessor escolhido foi o italiano Carlo Ancelotti. Após deixar a seleção, Dorival chegou ao Corinthians em abril. No clube, soma 42 partidas, com 17 vitórias, 12 empates e 13 derrotas, aproveitamento de 50%. Apesar das eliminações na Sul-Americana e da 13ª colocação no Brasileirão, o treinador de 63 anos pode chegar ao seu quarto título da Copa do Brasil, igualando Luiz Felipe Scolari como maior vencedor do torneio.
Dorival mantém discurso de defesa aos técnicos brasileiros. Depois de eliminar o Cruzeiro, dirigido pelo português Leonardo Jardim, nas semifinais do torneio, afirmou: “Nós estamos sendo desrespeitados em todos os aspectos e sentidos… Nos respeitem um pouco mais”.
Fernando Diniz
Diniz, que mediu forças com Dorival na final do Paulistão de 2016 (Santos x Audax), ficou apenas seis meses como treinador interino da seleção, entre julho de 2023 e janeiro de 2024. Nas Eliminatórias, conquistou duas vitórias (Bolívia e Peru), um empate (Venezuela) e três derrotas (Uruguai, Colômbia e Argentina), desempenho de 38%. “Queria que tivesse sido diferente, mas são águas passadas”, declarou ao sair.
A temporada de 2024 marcou queda de rendimento: demitido do Fluminense em junho após vencer só uma de 11 partidas no Brasileirão, assumiu o Cruzeiro no fim do ano. A perda da Sul-Americana para o Racing e o início ruim em 2025 resultaram em nova saída. Em maio, aceitou substituir Fábio Carille no Vasco. Mesmo com elenco modesto e 14ª posição final no Brasileiro, eliminou Botafogo e Fluminense no mata-mata e colocou o clube na decisão da Copa do Brasil.
Decisão no Maracanã
Sem vantagem de gols, qualquer novo empate neste domingo leva a decisão para os pênaltis. Para Dorival ou Diniz, a taça pode significar não apenas um título nacional, mas o fim do rótulo de decepção à frente da Seleção Brasileira.

