O CSA decide o acesso contra o Uberlândia no sábado, no Rei Pelé. O ASA busca a vaga diante do Goiatuba no domingo, no Coaracy da Mata Fonseca. Ídolo dos dois clubes, Didira começou como gandula, relembra as conquistas e torce pelo acesso duplo.
O fim de semana é decisivo para as torcidas de ASA e CSA. No sábado, os azulinos entram em campo para decidir o acesso contra o Uberlândia, no Estádio Rei Pelé. No domingo, é a vez dos alvinegros enfrentarem o Goiatuba, no Coaracy da Mata Fonseca, em busca de vaga na Série C do ano que vem.
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Quem é Didira, ídolo dos dois clubes
No meio dos dois confrontos está Didira, ex-jogador e ídolo dos dois clubes, um dos nomes marcantes do futebol alagoano.
Ele começou como gandula e se tornou um dos maiores jogadores da história do ASA, com títulos e acessos na bagagem. Após uma passagem pelo Atlético-MG em 2011, voltou ao ASA e, em 2016, transferiu-se para o CSA, onde viveu a fase mais vitoriosa da carreira: três acessos consecutivos, que levaram o clube da Série D à Série A, além do bicampeonato alagoano em 2018 e 2019.
O que significa ser ídolo em Arapiraca
“Ser ídolo do ASA e do CSA é algo que é difícil. Principalmente, quando é na sua cidade, seu estado. Mas são dois clubes pelos quais tenho um carinho muito grande, um respeito”, afirmou Didira.
“O coração fica dividido. Uma parte CSA, uma parte ASA, pedindo e torcendo para que os dois possam subir. Alagoas precisa de clubes fortes na Série B”, comentou.
O ex-jogador relembrou os momentos mais marcantes das duas passagens. Pelo ASA, citou a chamada batalha do Acre:
“No ASA, a batalha do Acre foi um momento mais marcante. O time veio de um empate em casa e conseguimos um novo empate lá, mesmo jogando com jogadores a menos”, recordou.
Você pode gostarPatrocinado · MGIDPelo CSA, destacou o acesso diante do Juventude, quando a equipe precisava vencer e ainda depender de outros resultados.
“Esses momentos foram delicados, mas conseguimos o tão sonhado acesso”, disse.
Com a experiência de quem já subiu de divisão várias vezes, Didira apontou o que considera decisivo para os dois times. Para o CSA, que joga em casa, a palavra é equilíbrio:
“O CSA deve saber atacar e não ser surpreendido. A torcida é um fator forte e deve ajudar a equipe a manter a calma”, analisou.
Sobre o ASA, ele também pregou tranquilidade, lembrando que o time tem sido competitivo em casa e que o treinador Itamar Schülle conhece bem a competição.
“Vou acompanhar o CSA no Rei Pelé e o ASA no Coaracy. Tenho carinho e respeito por ambos os clubes, e é importante estar presente para apoiar os amigos e torcer para que alcancem o acesso”, concluiu.



