O Comitê Olímpico Internacional (COI) definiu que apenas mulheres biológicas poderão disputar provas individuais ou coletivas das categorias femininas em eventos sob sua chancela, incluindo os Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles (Estados Unidos).
A nova diretriz, divulgada nesta sexta-feira (27), não se estende a programas de esporte amador ou recreativo, mas impede a inscrição de atletas transgênero que tenham feito a transição de masculino para feminino em competições oficiais femininas. Segundo o COI, essas atletas seguem elegíveis para categorias masculinas, mistas, abertas ou para modalidades que não separam competidores por sexo.
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Argumentos da entidade
De acordo com a presidente do COI, Kirsty Coventry, a decisão foi “baseada na ciência” e desenvolvida por especialistas médicos. “Nos Jogos Olímpicos, as menores margens determinam vitória ou derrota. Não seria justo que homens biológicos competissem na categoria feminina e, em alguns esportes, isso também afetaria a segurança”, afirmou.
No comunicado, a entidade sustenta que o sexo masculino confere vantagem de desempenho em esportes que envolvem força, potência e resistência, especialmente nas modalidades de contato. Para “garantir a equidade e proteger a segurança”, o critério de elegibilidade passará a ser o sexo biológico.
Consultas e testes de verificação
A avaliação levou em conta entrevistas com 1,1 mil atletas e discussões de um grupo de trabalho formado por diretores médicos de federações internacionais e especialistas em ciência do esporte, endocrinologia, medicina transgênero, medicina esportiva, saúde da mulher, ética e direito.


Imagem: Internet
A política requer que todas as competidoras façam testes de sexagem, por saliva ou sangue, voltados à detecção do gene SRY — marcador vinculado ao desenvolvimento do sexo masculino no início da gestação. Esse procedimento já é utilizado em alguns campeonatos femininos de alto rendimento.
Recomendação global
O COI orienta federações internacionais e nacionais, confederações continentais, conselhos esportivos e demais órgãos dirigentes a adotarem a mesma regra. Fundado em 1894, o comitê é responsável pela organização dos Jogos Olímpicos modernos e declara, entre suas missões, atuar contra qualquer forma de discriminação no movimento olímpico.
