O diretor-executivo da Fórmula 1, Stefano Domenicali, afirmou que circuitos tradicionais só permanecerão no calendário se modernizarem suas instalações e oferecerem melhor experiência ao público. A declaração foi feita durante participação no podcast italiano Passa dal BSMT.
Histórico não garante vaga
Domenicali ressaltou que a modalidade vive um cenário de “competição muito mais agressiva” entre países interessados em sediar etapas. “O afeto não basta”, resumiu o dirigente. Segundo ele, para muitos torcedores mais jovens não há diferença entre correr em Monte Carlo ou em Las Vegas, o que reduz o peso da história na escolha das sedes.
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Infraestrutura como critério
O executivo disse que apenas os autódromos capazes de oferecer “investimento em infraestrutura” e “serviços aos fãs em todos os níveis” continuarão na categoria. Ele lembrou que os ingressos não são baratos e, por isso, exige-se conforto nas arquibancadas e estruturas adequadas dentro e fora da pista.
Calendário não deve crescer
Domenicali descartou a ampliação do número de corridas por temporada, o que aumenta a disputa por vagas. “A história deve ser sustentada por uma estrutura que olhe para o futuro”, declarou, sugerindo que circuitos clássicos terão de se atualizar para competir com novas praças.
Saída de palcos tradicionais
O executivo lembrou que alguns autódromos históricos já perderam espaço. Hockenheim e Nürburgring, que sediavam o GP da Alemanha, deixaram o calendário. Zandvoort, na Holanda, tem despedida marcada para 2026, enquanto Spa-Francorchamps, na Bélgica, passará a receber etapas em anos alternados.
Em 2017, logo após a Liberty Media assumir o controle da categoria, o então CEO Chase Carey havia defendido a manutenção de pistas icônicas como Silverstone e Mônaco. A fala de Domenicali, porém, indica mudança de postura: tradição sozinha já não garante presença na temporada.


