A África do Sul se prepara para um momento crucial em sua trajetória na Copa do Mundo, enfrentando o Canadá neste domingo, às 16h (de Brasília). Este é considerado o jogo mais importante da seleção sul-africana na história do torneio, marcando a primeira vez que o país alcançou esta fase após um bem-sucedido ciclo de reconstrução sob o comando do técnico belga Hugo Broos, de 74 anos.
A seleção sul-africana teve um início complicado, estreando com uma derrota por 2 a 0 para o México. Porém, se recuperou ao empatar em 1 a 1 com a República Tcheca e garantir a vaga na segunda fase com uma vitória por 1 a 0 sobre a Coreia do Sul. Essa classificação é um marco, pois, nas três edições anteriores, em 1998, 2002 e 2010, a África do Sul não conseguiu avançar além da fase de grupos, mesmo na edição de 2010, que foi realizada em casa.
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Broos assumiu o comando da seleção em maio de 2021, após uma campanha frustrante que resultou na não classificação para a Copa Africana das Nações daquele ano. Em uma entrevista recente, ele refletiu sobre seu trabalho:
“A pergunta que sempre me fiz foi: ‘Por que a África do Sul não é um país dominante na África?’ Quando cheguei aqui, eu tinha um plano e o mantive até o fim, até que os resultados aparecessem, porque eu sabia que esse era o caminho certo.”
O treinador implementou um processo de renovação no elenco, apostando em jovens talentos como Thalente Mbatha, Oswin Appollis e Evidence Makgopa. Além disso, ele priorizou a convocação de jogadores que atuam na liga local, com 19 dos 26 convocados jogando no país, enquanto outros cinco estão na Europa e dois nos Estados Unidos. Os clubes Mamelodi Sundowns e Orlando Pirates, que investiram na profissionalização, contribuíram com oito jogadores cada para a seleção.
Broos também comentou sobre a resistência que encontrou ao convocar jogadores de clubes menores:
“Foi muito difícil, as pessoas realmente não entendiam o que eu estava fazendo. Eu convocava jogadores de times menores da primeira divisão e eles diziam: ‘Você não leva este do Sundowns ou este do Pirates’. Eu estava construindo uma equipe.”
Você pode gostarPatrocinado · MGIDO investimento e a estrutura do futebol sul-africano parecem estar dando frutos, com a equipe alcançando a terceira colocação na Copa Africana das Nações de 2023 e retornando à Copa do Mundo após 16 anos, fazendo história ao garantir a classificação para o mata-mata. O meio-campista Relebohile Mofokeng destacou a evolução do futebol no país:
“Estamos fazendo um bom trabalho pelo nosso país e precisamos continuar lutando por ele, pois, se não lutarmos, ninguém mais fará isso por nós. Nós acreditamos verdadeiramente em nossa capacidade de alcançar isso.”
Com essa mentalidade, a África do Sul entra em campo determinada a escrever mais um capítulo de sua história no futebol mundial.


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