A Williams enfrenta um dos piores começos de campeonato desde seu retorno ao pelotão intermediário da Fórmula 1. Nas três sessões de classificação realizadas até agora em 2026, o melhor resultado foi o 15º lugar de Alexander Albon em Melbourne. O companheiro Carlos Sainz sequer disputou o qualifying na Austrália após problemas no terceiro treino livre.
No Grande Prêmio da China, a equipe de Grove voltou a enfrentar dificuldades. Ambos os pilotos foram eliminados ainda no Q1, com Sainz em 17º e Albon em 18º, a dois e seis décimos do Q2, respectivamente. Na corrida sprint, o espanhol largou em 17º, enquanto o tailandês partiu da última posição devido a nova falha no carro. No domingo, Albon nem chegou ao grid de largada.
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Peso excessivo e falta de equilíbrio
A Williams já admitiu que o FW46 está acima do limite mínimo, mas Albon afirma que o déficit de desempenho não se resume ao sobrepeso. “Não podemos nos esconder atrás do peso; outras equipes também estão acima do limite e ainda assim são mais rápidas”, disse em Xangai.
Segundo o piloto, a equipe testou soluções pouco convencionais sem sucesso. “O carro parece andar com três rodas. Nada resolve. Temos sérios problemas de equilíbrio e falta de downforce”, afirmou.
Retrocesso após salto em 2025
A Williams surpreendeu em 2025 ao saltar do nono para o quinto lugar no Mundial de Construtores. Este ano, porém, o rendimento caiu apesar do trabalho focado no novo regulamento de 2026 e da unidade de potência Mercedes, considerada referência no grid.
“É frustrante para todos. Viemos de um momento alto e agora voltamos a sofrer”, explicou Albon. “Sabemos o que é preciso para reagir, mas levará tempo. Precisamos evoluir mais rápido que nossos rivais do meio do pelotão.”


Imagem: Internet
Visão de Sainz
Carlos Sainz, único a pontuar pela equipe com o nono lugar na China, concorda que o quadro é grave. “Parte do problema é o peso, mas a maior parte é a carga aerodinâmica que falta. Também não temos sido confiáveis”, disse o espanhol. “Precisamos melhorar em várias frentes; não estamos onde pretendíamos estar.”
Com apenas um ponto conquistado nas primeiras etapas, a Williams já trabalha em atualizações aerodinâmicas para tentar reduzir o atraso em relação às demais equipes do pelotão intermediário.

