George Weah, ex-jogador eleito Melhor do Mundo em 1995 e ex-presidente da Libéria, pediu o fim do racismo nos estádios durante a reunião de dois dias do Painel da Voz dos Jogadores (PVP) da Fifa, realizada em Rabat, Marrocos.
O ex-atacante lidera o PVP, composto por 16 lendas do esporte, cujo objetivo é combater atos discriminatórios no futebol. “O que vim fazer aqui é para que o mundo saiba que não há necessidade de racismo. Devemos desfrutar do jogo bonito, caminhar juntos no estádio, cantar juntos e, quando somos derrotados, tentar novamente”, declarou Weah.
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Ao lado de Weah, participaram do encontro o presidente da Fifa, Gianni Infantino, o secretário-geral da entidade, Mattias Grafström, a diretora de futebol, Jill Ellis, e o vice-diretor de Associações Membro, Gelson Fernandes, entre outros dirigentes. “Só em equipe podemos vencer”, destacou Infantino, endossando o apelo do ex-atleta.
Weah lembrou ter enfrentado racismo durante a carreira, que incluiu passagens por Monaco, Paris Saint-Germain, Milan, Chelsea, Manchester City e Olympique de Marselha. “Minha voz é crucial porque joguei e vivenciei o racismo. Estou em posição de dizer ‘não’ ao racismo”, afirmou.
O Painel da Voz dos Jogadores promete apresentar recomendações à Fifa para fortalecer ações de prevenção e punição a episódios de discriminação no futebol mundial.

