Rio de Janeiro (RJ) – O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apresentou recurso de apelação contra a decisão que absolveu os sete réus do processo sobre o incêndio ocorrido em 2019 no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo.
A sentença contestada foi proferida em outubro. Na ocasião, a Justiça entendeu que a investigação da Polícia Civil não apontou de forma satisfatória a autoria do crime, citando falta de comprovação de conduta culposa dos envolvidos e dúvidas sobre a origem das chamas. Todos os acusados permanecem em liberdade.
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São réus no caso: Antônio Marcio Mongelli Garotti, Marcelo Maia de Sá, Claudia Pereira Rodrigues, Danilo da Silva Duarte, Fabio Hilario da Silva, Weslley Gimenes e Edson Colman da Silva.
Argumentos do Ministério Público
No recurso, o MP-RJ sustenta que a sentença deixou de avaliar a “concorrência de culpas” que, segundo o órgão, estabelece o nexo causal entre as condutas dos réus e o resultado do incêndio. O documento afirma ainda que a decisão de primeiro grau “subestimou a previsibilidade do risco” ao focar na impossibilidade de prever o curto-circuito apontado como causa provável do fogo.
Os promotores alegam que a absolvição baseou-se em uma “equivocada percepção de dúvida” e pedem que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reforme a decisão.
Tragédia com dez vítimas
O incêndio no alojamento improvisado em contêineres, dentro do CT do Flamengo, provocou a morte de dez atletas das categorias de base, com idades entre 14 e 17 anos: Arthur Vinicius, Athila Paixão, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Gedson Santos, Jorge Eduardo, Pablo Henrique, Rykelmo de Souza Viana, Samuel Thomas Rosa e Vitor Isaías.
O tribunal avaliará agora se admite o recurso e, em seguida, julgará o mérito do pedido de condenação dos sete acusados.


