O presidente do Vitória, Fábio Mota, confirmou em coletiva nesta segunda-feira (5) que o clube trabalha para ocupar a vaga aberta na Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino depois da desistência do Fortaleza. A equipe rubro-negra, eliminada nas quartas de final da Série A2 em 2025, estaria a um passo do acesso caso seja aceita pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
“Assim que soubemos da possibilidade, começamos a buscar viabilidade”, declarou o dirigente. Segundo ele, a participação na elite nacional exige um orçamento mais alto do que na Série A2, motivo pelo qual a diretoria negocia um patrocínio exclusivo para o elenco feminino. A empresa Fatal Model, que deve deixar o futebol masculino do clube, é uma das parceiras sondadas para permanecer apenas no projeto das Leoas da Barra.
📖 Leia Também
Mota destacou que a questão financeira é o principal obstáculo, o mesmo que levou o Fortaleza a encerrar o time feminino após o rebaixamento do departamento masculino para a Série B. “Primeiro precisamos garantir os recursos. O futebol feminino, muitas vezes, depende do masculino, e isso não é o ideal”, afirmou.
Quando assumiu a presidência, o Vitória não mantinha equipe feminina. De acordo com Mota, o departamento foi reativado, saiu da Série C para a Série B e, em 2025, terminou em quinto lugar, ficando a uma fase do acesso. Agora, o clube aguarda o posicionamento oficial da CBF sobre a redistribuição da vaga deixada pelo Fortaleza.

