Max Verstappen afirmou esperar que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a Fórmula 1 reajam às críticas feitas por diversos pilotos ao novo regulamento técnico previsto para 2026. As declarações ocorreram depois do Grande Prêmio da Austrália, prova que abriu a temporada no último fim de semana em Melbourne.
A categoria se prepara para uma das maiores alterações já vistas, com mudanças profundas em chassi e, principalmente, no sistema de propulsão. A partir de 2026, a unidade de potência terá participação significativamente maior da energia elétrica, exigindo gestão mais rígida da bateria. Segundo os pilotos, isso pode levar a manobras consideradas “não naturais”, como reduzir marchas mesmo em retas para regenerar energia.
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Verstappen, que já havia classificado o novo regulamento como “anti-corrida” durante a pré-temporada, voltou a criticar o formato. “Amo correr, mas tudo tem um limite. Não sou o único a pensar assim; muita gente quer uma F1 de verdade”, declarou o holandês. O tricampeão disse acreditar que FIA e a organização da categoria estão dispostas a ouvir, mas cobrou “ação” ainda em 2024.
Temor de abandono e apoio de rivais
O piloto da Red Bull voltou a sugerir que pode deixar a Fórmula 1 ao fim de seu contrato, em 2028, caso não se sinta satisfeito com as regras. Lando Norris, da McLaren, chamou a corrida em Albert Park de “caótica e perigosa”, enquanto Esteban Ocon, da Alpine, relatou desconforto físico ao guiar os novos carros.
Desempenho em Melbourne
Apesar das críticas, Verstappen saiu otimista com o rendimento da Red Bull na Austrália. Ele largou em 20º lugar e recebeu a bandeirada em sexto, numa disputa direta com a McLaren pela terceira força do grid, atrás de Mercedes e Ferrari. A equipe austríaca estreou neste ano sua própria unidade de potência, fato que surpreendeu rivais no paddock.
“Temos potencial no carro. Metade da nossa falta de ritmo vem do chassi, metade do motor, mas são pontos que podem ser resolvidos”, avaliou. O companheiro de equipe, Isack Hadjar, largou em terceiro, mas abandonou por problema mecânico.
Verstappen elogiou o trabalho dos engenheiros do novo motor e disse acreditar que, com pequenos avanços, a Red Bull poderá lutar pelas primeiras posições. “Se conseguirmos melhorar um pouco, ficaremos mais perto da ponta e tudo parecerá melhor, mesmo com as regras”, concluiu.
