Rio de Janeiro – O Vasco da Gama confirmou a maior negociação de sua história ao acertar a transferência do atacante Rayan, de 19 anos, para o Bournemouth, da Inglaterra. O acordo foi fechado por 35 milhões de euros, montante que corresponde a cerca de R$ 217 milhões.
O valor ultrapassa com folga o recorde anterior do clube, estabelecido em 2018 com a venda de Paulinho ao Bayer Leverkusen por 18,5 milhões de euros. A operação também superou a cotação de mercado do atleta, estimada em 25 milhões de euros pelo site Transfermarkt, garantindo ao Vasco um acréscimo de 10 milhões sobre essa avaliação.
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Valor de mercado em escalada
Rayan estreou como profissional em julho de 2023, quando era avaliado em 1,5 milhão de euros. A trajetória de ascensão foi rápida: em junho de 2024, seu preço de mercado chegou a 6 milhões de euros, e em dezembro de 2025 atingiu 25 milhões, crescimento superior a 1.500 % no período.
Com a nova cotação, o atacante passou a integrar o Top 50 dos brasileiros mais caros do mundo, ao lado de nomes como Endrick (Lyon) e Douglas Luiz (Juventus). No Brasileirão, ele era o segundo atleta mais valorizado, atrás apenas de Vitor Roque, do Palmeiras.
Ranking de maiores vendas do Vasco
Após a transação, a lista de maiores negócios do clube ficou assim (valores em euros):
• Rayan (2025 – Bournemouth): 35 milhões*
• Paulinho (2018 – Bayer Leverkusen): 18,5 milhões
• Andrey Santos (2023 – Chelsea): 12,5 milhões
• Marlon Gomes (2024 – Shakhtar): 12 milhões
• Douglas Luiz (2017 – Manchester City): 12 milhões
*O montante final inclui bônus devido à concorrência de outros clubes.
Reforços para o ataque
Com a saída de sua principal revelação, o Vasco já se movimenta para repor o setor ofensivo. O atacante Brenner desembarcou no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (23) para assinar contrato e afirmou ter recebido um pedido direto do técnico Fernando Diniz para integrar o elenco. O clube também conta com Hinestroza e busca mais um nome para o ataque.
A quantia arrecadada oferece fôlego financeiro inédito à administração cruz-maltina, permitindo investimentos em infraestrutura, quitação de dívidas e manutenção da competitividade para a temporada de 2026.

