No empate em 0 a 0 pelas oitavas da Copa do Brasil, o time evoluiu na organização, porém criou poucas chances. Sem Thiago Mendes, Pedro Emanuel escalou Jair, Ramon Rique e Tchê Tchê, que faltaram presença física.
No último sábado, Vasco e Fluminense se enfrentaram em um confronto pelas oitavas de final da Copa do Brasil, que terminou em 0 a 0 no Maracanã. A partida deixou uma sensação de que os 90 minutos poderiam ter sido evitados, com um desempenho técnico abaixo das expectativas e poucas emoções ao longo do jogo.
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Com a ausência de Thiago Mendes, suspenso, o técnico Pedro Emanuel optou por escalar Jair, Ramon Rique e Tchê Tchê no meio-campo. Esse trio, embora leve e capaz de movimentação, não apresentou a força física necessária, e a performance de Ramon Rique, um jovem de apenas 18 anos, foi abaixo do esperado, com falhas em jogadas simples. Contudo, Jair, que retornava de uma grave lesão no joelho, teve uma participação destacada, sendo o principal responsável pela organização do jogo do Vasco.
No primeiro tempo, toda a criatividade do Vasco parecia depender das ações de Jair, que buscava alternativas para movimentar a equipe. Andrés Gómez teve algumas oportunidades, mas foi bem marcado pela defesa do Fluminense. A tática do Vasco era clara: atrair o adversário e buscar o fundo com David, que tentava servir Gómez. Apesar da ideia, a execução em campo deixou a desejar, refletindo a dificuldade do time em penetrar na defesa adversária.
O Fluminense, por sua vez, também não teve uma atuação brilhante, mas conseguiu criar melhores chances. O defensor Robert Renan frequentemente se adiantava para tentar desarmar o atacante John Kennedy, o que deixava a defesa vulnerável. Canobbio teve duas oportunidades claras dentro da área, mas uma foi defendida por Léo Jardim e na outra ele finalizou mal.
O segundo tempo do Vasco foi ainda menos satisfatório, em parte devido ao planejamento tardio na janela de transferências. As opções de Pedro Emanuel para o setor ofensivo eram limitadas, com Barros e Johan Rojas entrando em campo sem conseguir melhorar a dinâmica da equipe. Rojas, que entrou no intervalo, teve uma tentativa de passe facilmente interceptada, enquanto Barros, apesar de melhorar o combate, teve dificuldades em avançar com a bola.
O ataque do Vasco foi ineficaz, registrando apenas um chute a gol, uma finalização fraca de Adson. A melhor oportunidade surgiu com uma cabeçada de Tchê Tchê, que não encontrou as redes. A defesa do Vasco, apesar de alguns erros, e as intervenções de Léo Jardim, foram pontos a serem destacados, mas o técnico Pedro Emanuel se vê prejudicado pela falta de movimentação e reforços por parte da diretoria.
O próximo desafio do Vasco será na próxima quarta-feira, quando enfrentará o Fluminense novamente, desta vez em busca da classificação. Um novo empate levará a decisão para os pênaltis.



