O Brasileiro 2026 já teve 206 jogadores de até 23 anos, diz levantamento do Gato Mestre. A contagem usou a idade no dia do jogo e mostra clubes que espalham chances, que testam ou que mantêm poucos jovens.
O Campeonato Brasileiro de 2026 já colocou em campo 206 jogadores de até 23 anos. O levantamento do Gato Mestre, que considerou a idade do atleta no dia de cada partida, mostra que a presença da nova geração variou muito entre os clubes: há equipes que espalharam oportunidades, outras que testaram opções e algumas que transformaram poucos nomes em peças recorrentes.
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A metodologia adotada contabiliza o atleta quando ele tinha até 23 anos no dia da partida, evitando classificar o jogador apenas pela idade atual e permitindo seguir o aproveitamento efetivo dos jovens ao longo da competição.
Ranking por quantidade de atletas até a 24ª rodada
- Grêmio — 18 atletas
- Cruzeiro — 17 atletas
- Vasco — 16 atletas
- Botafogo — 15 atletas
- Athletico — 14 atletas
- Bragantino — 14 atletas
Contar apenas o número de jogadores não traduz integralmente o espaço dado à juventude. Enquanto alguns clubes testam mais nomes, outros utilizam um grupo menor com maior frequência.
Ranking por partidas acumuladas por sub-23
- Vasco — 137 jogos
- Botafogo — 129 jogos
- Athletico — 126 jogos
- Cruzeiro — 114 jogos
- Grêmio — 112 jogos
O Vasco aparece como o clube que mais transformou a juventude em presença efetiva na Série A, com 137 partidas somadas por atletas até 23 anos. O Botafogo e o Athletico seguem de perto nesse critério. Já o Grêmio, apesar de liderar em quantidade de atletas diferentes (18), tem 112 participações, com média de 6,2 jogos por jogador. O Cruzeiro tem 17 atletas e 114 jogos, média de 6,7 por atleta.
Clubes com maior média de jogos por atleta sub-23
- Corinthians — média de 9,8 (9 jogadores; 88 jogos)
- Vitória — média de 9,3 (7 jogadores; 65 jogos)
- Athletico — média de 9,0 (14 jogadores; 126 jogos)
- Palmeiras — média de 8,7
- Vasco e Botafogo — média de 8,6
O Corinthians ilustra bem a diferença entre testar e apostar: utilizou apenas nove jogadores na faixa até 23 anos, mas deu continuidade a esse grupo, que soma 88 partidas. Em contraste, clubes como São Paulo usaram 12 atletas sub-23, que totalizam apenas 40 partidas, resultando em média baixa.
Principais números individuais
- Robert Renan (Vasco) — 23 jogos
- Breno Bidon (Corinthians) — 22 jogos
- Arthur Dias (Athletico) — 22 jogos
- Lavega (Coritiba) — 22 jogos
- Tiago Cóser (Coritiba) — 21 jogos
- Lucas Ronier (Coritiba) — 18 jogos
O Coritiba se destaca entre os clubes que mais utilizaram jovens quando o critério é frequência: são 13 jogadores diferentes contemplados, com 108 partidas acumuladas e média de 8,3 jogos por atleta. Jogadores como Lavega e Tiago Cóser aparecem entre os que mais atuaram na competição.
Os dados evidenciam perfis distintos de aproveitamento: alguns clubes privilegiam a experimentação e rotação de jovens, enquanto outros concentram a aposta em poucas peças, dando-lhes sequência. Isso reforça a necessidade de olhar tanto a quantidade quanto o volume de jogo para avaliar o espaço dado à base no Brasileirão 2026.
- Observação: Japa, emprestado pelo Cruzeiro ao Mirassol, jogou pelos dois clubes.
- Observação: Renato Marques, emprestado pelo Mirassol ao Coritiba, jogou pelos dois clubes.


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